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O jornalista Eliomar de Lima escreve sobre política, economia e assuntos cotidianos na coluna e no Blog que levam seu nome. Responsável por flashes diários na rádio O POVO/CBN e na CBN Cariri.

Artigo - "As más notícias de cada dia"

Com o título "As más notícias de cada dia", eis artigo de Irapuan Diniz de Aguiar, advogado e professor. Ele questiona: não há nda de bom acontecendo no País parfa gnhnar espaõs da mídia? Confira:
Tipo Opinião
Irapuan Diniz Aguiar, advogado (Foto: Arquivo Pessoal)
Foto: Arquivo Pessoal Irapuan Diniz Aguiar, advogado

Nos últimos tempos tem se intensificado o poder da mídia sobre as pessoas, seja a falada, escrita, televisada ou até aquelas repercutidas nos meios virtuais, influenciando nos seus comportamentos em sociedade. Assim é que, impulsionados pela massiva difusão nos veículos de comunicação, principalmente dentre as classes sociais de menor poder econômico, o poder da mídia ficou ainda maior.

É visível esta influência especialmente em relação a parte mais pobre da população uma vez que, na sua maioria, formada por pessoas com pouca instrução, em face do que acabam tomando como verdade absoluta tudo o que é veiculado, justamente por não possuírem meios ou condições de discordar daquilo que é divulgado.

Muitos fatos transmitidos na TV, não possuem relação com o que efetivamente acontece ou são apresentados de forma distorcida, e isto ocorre simplesmente porque a verdade em vários momentos “não é um bom negócio”, isto é, não vende notícia e não dá ibope, e, por essa razão, passam a ser transmitidos, digamos, de uma forma mais interessante.

A influência gerada pela mídia tem atingido patamares tão altos, que tem tornado a questão ainda mais séria e preocupante até por sua abrangência porquanto impõe moda, induz a um consumo desnecessário repercutindo inclusive no mundo jurídico com a elaboração de leis diante de ocorrências episódicas com alguma repercussão na vida das pessoas.

Na atualidade, a pandemia e a violência são os assuntos que, quase exclusivamente, têm ocupado os espaços dos jornais, rádio e televisão. A cada dia o noticiário se restringe a exibição de dados nada alentadores sobre a doença, além da exacerbação das mais variadas formas de violência e do medo delas decorrentes, intranquilizando a vida de uma sociedade angustiada e indefesa.

Logo cedo, somos despertados com as primeiras más notícias, as quais nos acompanham no café matinal. O fato repete-se por ocasião do almoço e do jantar, completando o cardápio picante de todos os dias. Quando não é a existência de novas cepas, a negligência do país na recepção e aplicação das vacinas, são as informações sobre os desfalques, as fraudes, os desvios éticos e outras formas de corrupção.

A pandemia e a violência deixaram, assim, de se constituírem em fenômenos com causas sociológicas, psicológicas e científicas explicáveis nas respectivas áreas, para serem instrumentos de propagação do medo e da desesperança. O mais grave é que este cenário, objeto de todas as conversas, vem afetando a
saúde mental, especialmente, de jovens e adolescentes. Será que não há fatos positivos a se noticiar ou tais fatos não se refletem nos números da audiência?

Mais vale a obtenção dos índices apresentados pelos institutos de pesquisa do que a responsabilidade social dos veículos de comunicação? Até quando o econômico irá se sobrepor ao social? Pensem nisso.

*Irapuan Diniz Aguiar,

Advogado e professor.

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