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O jornalista Eliomar de Lima escreve sobre política, economia e assuntos cotidianos na coluna e no Blog que levam seu nome. Responsável por flashes diários na rádio O POVO/CBN e na CBN Cariri.

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Camilo fala em "erro na proposta de flexibilização" e revoga decreto

O governador havia permitido nesse domingo a abertura de parte da indústria, do comércio de material de construção e higiene, além de liberar feiras para vendas de alimentos Por

Ninguém nem chegou a abrir as portas do comércio e indústrias ou montar a barraquinha de frutas e verduras e o governador Camilo Santana revogou o decreto assinado nesse domingo (5), que permitia a flexibilização das medidas de combate ao coronavírus no Ceará, diante da abertura de parte da indústria, do comércio de material de construção e higiene, além de feiras para vendas de alimentos.

"Diante da argumentação feita pelo nosso Comitê de Saúde, demonstrando preocupação com as flexibilizações de funcionamento colocadas pelo Governo do Estado nesse último decreto que entraria em vigor nesta segunda-feira (6), decidi revogar imediatamente o mesmo, e publicar um novo decreto, mantendo todas as proibições dos decretos anteriores, e com o mesmo prazo de validade de 15 dias. Se houve um erro nessa proposta de flexibilização, que seja imediatamente corrigido", postou Camilo, na madrugada desta segunda-feira, logo após assinar a revogação do decreto.

A reação à flexibilização, no entanto, não teria partido somente do Comitê de Saúde, composto pelo prefeito Roberto Cláudio e presidentes da Assembleia Legislativa e Tribunal de Justiça, além do Ministério Público e do secretário Dr. Cabeto (Saúde).

Uma das vozes contra a flexibilização partiu do senador Tasso Jereissati (PSDB), também empresário. "Gostaria de externar meu profundo desacordo com o Decreto do governador Camilo Santana que flexibilizou as regras de isolamento social recomendadas pelos órgãos de saúde, que têm sido adotadas por todo o mundo, principalmente neste momento em que a epidemia sai dos bairros de classe média e alta de Fortaleza e entra na periferia. Justamente aqueles que estão mais vulneráveis e que não têm condições de usar hospitais particulares. Do jeito que está, o número de contaminações vai explodir e o sistema de saúde do Ceará não terá condições de receber e dar o tratamento adequado à população. Além do mais, agora que a epidemia está entrando no interior do nosso Estado, essa medida não poderia ser mais inoportuna, porque vai atingir, exatamente, a população mais vulnerável do estado do Ceará. É lamentável", postou Tasso, entre as duas canetadas de Camilo Santana.

(Foto: Arquivo)

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