A Layout é um espaço que aborda o mercado publicitário local e nacional. Cliff Villar é jornalista, publicitário e professor. Atualmente é diretor Corporativo do Grupo Comunicação O POVO
A Layout é um espaço que aborda o mercado publicitário local e nacional. Cliff Villar é jornalista, publicitário e professor. Atualmente é diretor Corporativo do Grupo Comunicação O POVO
Vivemos a era do consumidor multicanal, uma espécie de receptor apátrida. Ele assiste à TV, mas, no primeiro intervalo, sua atenção já foi sequestrada por um podcast no celular; pouco depois, é desviada por um corte de vídeo no TikTok. O consumidor multicanal é o alvo móvel perfeito, um feixe difuso de dados dispersos que os estrategistas de mídia tentam, inutilmente, aprisioná-lo em um ROI positivo. A solução vendida é a "adaptação modular", uma lógica que, na prática, significa a comoditização da mensagem. Sua marca, sua narrativa, seu posicionamento — tudo é codificado, classificado e otimizado para caber em qualquer tela, em qualquer contexto. Uma equação de produção em massa que gera um mar de conteúdo, mas nos leva a um deserto de impacto. Agora, vamos ligar os pontos: no meio do caminho, havia uma pedra chamada jornal impresso. Sim, esse objeto de celulose.
O jornal não é um feed infinito. É um produto com começo, meio e fim. Ele demanda um momento concentrado de atenção, um compromisso cognitivo que o consumidor, em seu atual estado de distração aleatória, quase nunca concede a uma plataforma digital. A leitura de um jornal é um pacto de alto engajamento. O leitor não está de passagem; está investido. E esse investimento se traduz em uma qualidade de atenção que nenhuma métrica de "viewability" pode capturar. Daí a máxima: enquanto o digital oferece a escala, o impresso entrega a autoridade. A credibilidade do veículo é transferida para a marca anunciante por osmose. Reflitamos juntos: em um mundo de "fake news" e conteúdo gerado por inteligência artificial, a chancela de um jornal com décadas de história é um selo de qualidade, um diferencial competitivo que justifica um CPM mais elevado.
No fim das contas, a questão não é de nostalgia, mas de estratégia. Enquanto o mercado se afoga na complexidade da mídia fragmentada e volátil, o jornal impresso representa uma aposta na permanência, na profundidade e no valor de longo prazo. Não se trata de abandonar o digital, mas de entender que, em um portfólio de mídia diversificado, o impresso não é um passivo, mas um ativo fixo. Um porto seguro de estabilidade e credibilidade em meio à tempestade da liquidez digital. Em suma, quem não entende isso, meus caros, está fadado a ser apenas mais um ruído na multidão.
Esse livro mudou a minha vida! Teve um momento que entendi e não adiantava torcer para vender. Quando apliquei o "Receita Previsível", transformei meu comercial em engenharia, e parei de contar com a sorte. O erro da maioria é depender só de indicação. Eu virei o jogo criando uma máquina de prospecção previsível. Se quer parar de ser refém do acaso, leia isso hoje. Não é conselho, é um comando: domine o processo ou aceite ser pequeno para sempre.
A Associação Cearense dos Agentes Digitais (Acadi) empossou, na quinta-feira, 29, a nova diretoria. Luciana Junqueira, COO da Acesso Estratégia Criativa, assume a presidência como a primeira mulher no cargo. Chateaubriand Arrais, da Tatics, ocupa a vice-presidência. A gestão promete fortalecer a capacitação e ampliar a inteligência para o digital cearense.
A Engaja Comunicação celebra 10 anos, em 2026, com a sede modernizada em Fortaleza. A agência, líder em assessoria de imprensa, aposta no presencial para integrar o time e fortalecer a cultura corporativa. Hoje, a operação conta com quase 80 colaboradores e 150 clientes ativos. Atualmente, amplia seu alcance nacional com bases em São Paulo e Brasília.
A Rádio Maria estreia em Fortaleza, na 97,1 FM, em 2026, marcando a chegada da rede à capital cearense. A entrada na programação começa com uma missa de lançamento na quarta-feira, 4, às 19 horas, no Seminário Arquidiocesano São José. A celebração será presidida por dom Gregório Paixão. Presente em 82 países, a rede católica aposta em conteúdo espiritual diário, com oração, formação e música. O evento reúne Fábio Leão e o padre Warlen Reis, na abertura oficial.
A Inspira Comunicação lança nova metodologia de posicionamento no mercado cearense. O método INK, voltado para líderes e equipes de alta gestão, é baseado em Impressão, Narrativa/Networking e Key Connections. A entrega inclui diagnóstico aprofundado, construção de narrativa, planejamento de mídia e media training, com foco em reputação e consistência, e já soma 500 projetos em diferentes setores. A estratégia é de autoria de Monika Vieira, fundadora da empresa.
Giacomo Brayner é publicitário. Atualmente, é diretor da Bando Propaganda, agência fundada em 1994 e com mais de três décadas de atuação no mercado.
O POVO - Como a Bando utiliza a inteligência artificial nos processos da agência? Qual a importância dela hoje?
Giacomo Brayner - Na Bando, a inteligência artificial já faz parte da engrenagem criativa da agência. A gente enxerga a IA como uma ferramenta de trabalho poderosa, que amplia a capacidade dos nossos talentos. A IA já não é mais uma tendência: é infraestrutura. Quem não incorpora a inteligência artificial aos seus processos passa a operar em desvantagem competitiva. É tecnologia a serviço das pessoas — e não o contrário.
O POVO - Quais são as dificuldade de entregar conteúdo com autenticidade em tempos de super produção genérica?
Giacomo -Criar virou apertar botão. Publicar virou obrigação. O resultado é um oceano de peças iguais, com a mesma estética, o mesmo discurso e a mesma superficialidade — sem estratégia, sem profundidade e sem verdade. Autenticidade não nasce da pressa. Autenticidade exige método. Exige escuta. Exige repertório. Exige inteligência. Exige planejamento estratégico. E, acima de tudo, exige tempo para pensar. Num cenário em que tudo é genérico, ser autêntico virou um diferencial competitivo.
O POVO - Como é se comunicar com o Ceará? Qual a linha entre "expressão cultural" e "caricatura"?
Giacomo - A expressão cultural nasce da vivência, mas também da observação e do entendimento real das pessoas — dos seus hábitos, desejos e contradições. A caricatura surge quando se tenta representar um povo a partir de fórmulas prontas, clichês e atalhos criativos. Hoje, a Bando tem clientes atuando em diferentes regiões do Brasil e, em cada praça onde opera, estuda comportamentos, mapeia jornadas, constrói plataformas culturais e traduz tudo isso em uma comunicação relevante, contextualizada e legítima.
O POVO - Na sua opinião, qual o papel da agência em 2026?
Giacomo - Na minha visão, o papel da agência em 2026 é ainda mais estratégico, consultivo e responsável. Num mercado dominado por automação, escala e velocidade, o valor real passa a estar na inteligência, no método e na capacidade de construir relevância de forma consistente. Quando se trabalha com profissionalismo e responsabilidade, a relevância nunca se perde: ela se transforma, evolui e se adapta.
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