Lucas Mota é editor-chefe de Esportes do O POVO e da rádio O POVO CBN. Estudou jornalismo na Universidade 7 de Setembro e na Universidad de Málaga (UMA). Ganhou o Prêmio CDL de Comunicação na categoria Webjornalismo e o Prêmio Gandhi de Comunicação na categoria Jornalismo Impresso, e ficou em 2º lugar no Prêmio Nacional de Jornalismo Rui Bianchi
Foto: FCO FONTENELE
Martín Palermo fez o Fortaleza evoluir na reta final da Série A
Cada vez que o Fortaleza entra em campo, o jogo ganha contornos de final. O viés é de alta, mas qualquer erro é capaz de levar pelo ralo o esboço de confiança. O torcedor tricolor não teve tempo para abrir sorrisos em 2025: engoliu sabores amargos, desiludiu-se, voltou a sonhar e, aos trancos, recuperou algum fôlego. Tem sido uma temporada atípica, quase delirante, para quem se acostumou a voos mais altos.
O torcedor viveu 2025 à flor da pele. Foram tantos meses na zona de rebaixamento, tantos episódios bizarros, que já nem lembro em qual rodada decretaram o Leão como virtual rebaixado. E é natural. Mesa redonda analisa o que está posto, rodada a rodada. E, rodada a rodada, o Fortaleza alimentava a percepção de forte candidato à Série B de 2026.
Eis que Palermo chegou ao Pici e, de repente, os deuses do futebol pareceram despertar para as preces desesperadas da torcida. A situação ainda é delicada, mas o Fortaleza nunca esteve tão próximo de sair do Z-4 quanto agora. O escrete cearense segue no fio da navalha: um deslize, e adeus Série A.
O Fortaleza passou a ser competitivo. O time joga de forma cautelosa, abdica da posse, aposta no contra-ataque e aceita vencer por meio a zero, se for preciso. Futebol pragmático, mas eficiente.
Palermo recuperou jogadores que até o mais otimista torcedor já colocava em xeque. Mancuso e Ávila viraram peças-chave. Encontrou em Pierre — que estava na Série B com o Volta Redonda — o motor do meio-campo. E fez de Bareiro um centroavante letal, que marcou em todos os jogos que disputou em novembro.
A torcida, antes resignada, está empolgada. Recuperou a confiança. Volta a acreditar na reviravolta improvável.
Hoje, o Fortaleza tem elementos para brigar. Além de um atacante decisivo, possui um estilo de jogo muito claro: pouca posse, ligação direta, disputa pela segunda bola, contra-ataques e transições rápidas. Essa fórmula coloca o Tricolor no jogo.
Os dois compromissos no Castelão, contra Atlético-MG e Corinthians, são acessíveis. Chegar para a última rodada, contra o Botafogo no Rio de Janeiro, carregando seis pontos na bagagem pode ser o fator decisivo para a permanência.
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