Jornalista especializado em esportes olímpicos. Trabalhos na TV Record, Yahoo, rádios Gazeta e Eldorado em São Paulo
Jornalista especializado em esportes olímpicos. Trabalhos na TV Record, Yahoo, rádios Gazeta e Eldorado em São Paulo
Fortaleza recebeu nesta última semana um evento teste da World Sailing, a Federação Internacional de Vela, com disputas em duas classes olímpicas: Kite e Ilca (antiga Laser), no masculino e feminino. Em outra classe, a IQFoil, apenas um atleta no masculino e outra no feminino fizeram a inscrição. Em 2027, Fortaleza vai sediar o mundial nestas três classes olímpicas individuais.
A disputa mais importante aconteceu na Kite masculina. Bruno Lobo terminou com a medalha de bronze. Foram 19 inscritos, com medalhistas olímpicos e mundiais. O brasileiro foi o melhor colocado na fase de classificação e avançou direto para a fase decisiva entre os quatro melhores. Mas nas regatas decisivas, o ele foi superado pelo bicampeão mundial e bronze na última Olimpíada, Maximilian Maeder, de Singapura. A prata ficou com o suíço Gian Straggiotti.
Bruno terminou a frente do eslovaco Toni Vodisek, campeão mundial em 2022 e prata na última Olimpíada. Também superou o chinês Qibin Huang, top-8 em Paris-2024, além de ficar à frente de mais nove atletas de outros países.
Na Ilca apenas sete atletas estavam inscritos, sendo quatro brasileiros, um de Monaco, um de Belize e um das Bahamas. O Brasil ficou com os três primeiros lugares, com título para Gustavo Kiessling. Nesta classe, o Brasil teve o fenômeno Robert Scheidt, cinco vezes medalhista olímpico. Após sua aposentadoria, nenhum nome de destaque surgiu.
A vela brasileira, que já deu 19 medalhas olímpicas, sendo oito ouros, vive o pior momento em termos de resultados nas últimas décadas. Saiu zerada da Olimpíada de Paris. Havia a expectativa de novo pódio para a dupla Martina Grael e Kahena Kunze após dois ouros olímpicos, mas elas terminaram no oitavo lugar. Foi justamente de Bruno Lobo o melhor resultado em Paris, um quinto lugar.
Depois de Paris, Martine e Kahena se dedicaram a competir no Sail GP, um outro tipo de barco, que não faz parte do programa olímpico. Reuniram-se para disputar o mundial 2025 na 49er, em outubro, terminando no nono lugar. Outro resultado fraco, pela trajetória da dupla. Não há definição se retomarão a parceria para tentar a terceira medalha olímpica em 2028.
Se a Olimpíada fosse hoje, além de Bruno, o Brasil teria chances com Mateus Isaac na classe IQFoil. Ele foi quarto colocado no mundial do ano passado. Na Olimpíada, esperava-se que brigasse por top-8, mas foi apenas 16º colocado.
Tudo menos futebol: o que está acontecendo em outras modalidades esportivas. Acesse minha página e clique no sino para receber notificações.