Espaço dos correspondentes escolares do Programa O POVO Educação 2021. O programa reúne 140 jovens estudantes do ensino fundamental das redes pública e privada de Fortaleza. Os correspondentes participam de oficinas nas quais aprendem a editar jornais, roteirizar podcasts e apresentar programas de rádio, entre outras atividades
Os registros do cãozinho de idade avançada revelam que Orelha tinha um olhar inocente e sereno, apesar da maldade do mundo; era um cãozinho dócil, sociável e livre. Orelha foi um cãozinho apaixonado pelo mar e por afago e não há quaisquer justificativa que valide o ato abominável, medonho e cruel pelo qual o animalzinho foi submetido.
Os dados de maus tratos aos animais aumentaram de maneira exponencial, mas antes desse caso de horror, não havia alarme nenhum. De acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o aumento foi de 1.400% em quatro anos, a média é de 13 casos diários. Além disso, de acordo com os dados da matéria no site gov.br, 71% dos abusadores de animais cometem crimes contra humanos. O combate aos maus tratos contra animais é uma questão ampla de segurança pública. Outro ponto importante é que a plataforma Discord não é só um ambiente hostil, mas é um grande incentivador de práticas criminosas e cruéis, onde os jovens são desafiados a praticarem os atos mais perversos: contra si, contra outros e contra animais.
O valor de uma vida também deve ser ensinado em casa, seus filhos devem ser monitorados e responsabilizados. A perversidade não deve ser vista como erro, mas como o que ela é: perversidade. E deve ser vista com urgência.
Orelha não foi morto simplesmente e isso por si só já seria um horror. Orelha foi torturado vivo depois de ter sido tirado do seu lugar de conforto, abanando o rabinho sem ter a ciência de que não estava seguro. Orelha se tornou a imagem de luta contra esses números porque urge a urgência em que casos como esse (mas não somente) não voltem a acontecer. É urgente que nos tornemos melhores!
Fecho os meus olhos e só o que eu vejo são pregos, dor e sangue.
Como é possível ter a cabeça em paz depois disso?
Falhamos como sociedade.
E não podemos continuar a ser falhos, não sabemos o preço que isso irá nos custar.
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