Plínio Bortolotti integra o Conselho Editorial do O POVO e participa de sua equipe de editorialistas. Mantém esta coluna, é comentarista e debatedor na rádio O POVO/CBN. Também coordenada curso Novos Talentos, de treinamento em Jornalismo. Foi ombudsman do jornal por três mandatos (2005/2007). Pós-graduado (especialização) em Teoria da Comunicação e da Imagem pela Universidade Federal do Ceará (UFC).
Foto: Reprodução
Partidos dividem quase R$ 5 bilhões do fundo eleitoral para o pleito de 2024
Apesar de polêmico, o financiamento público de campanhas políticas é uma medida correta, pois oferece condições mínimas de disputa a todos os partidos.
Errado e injustificável são os valores exorbitantes destinados aos partidos a cada eleição. Sem pena e nem dó, a cada período o Congresso cuida de elevar esses valores, sangrando os cofres públicos.
Uma proposta razoável seria reduzir significativamente o valor do fundão, obrigando partidos e candidatos a batalharem pela doação de pessoas físicas, permitida pela legislação. Isso, inclusive, fortaleceria o vínculo com os eleitores.
Da forma que funciona, os candidatos ficam deitados em berço esplêndido esperando o dinheiro cair na conta. Um pix que eles não querem nem saber quem está financiando.
Segundo informa reportagem no O POVO (26/1), com dados da Fundação 1º de Maio, estes são os partidos que receberão os maiores valores:
—> Federação União Brasil / Progressistas: R$ 953,5 milhões (Centrão). —> PL (partido do ex-presidente Jair Bolsonaro): R$ 886,7 milhões. —>PT (partido do presidente Lula). R$ 619,7 milhões —> PSD (partido de Gilberto Kassab): 420,8 milhões.
Afora o fundão, as legendas ainda têm direito ao Fundo Partidário, que vai custar neste exercício R$ 1,4 bilhão (olha ele aí de novo). Sem contar uma leva de penduricalhos que transformam o Congresso brasileiro no segundo mais caro do mundo, atrás somente dos Estados Unidos.
Talvez por isso, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, tenha apenas 2% de imagem positiva entre os brasileiros. Davi Alcolumbre, presidente do Senado, tem os mesmos 2% de imagem positiva. (Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, janeiro de 2026)
Em entrevista ao jornal fluminense O Globo, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) disse o seguinte em relação à Corte Suprema: “Ou nos limitamos, ou seremos limitados por um poder externo”.
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