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Dirigentes veem Jade como potencial filiada, mas não devem "avançar o sinal"
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Vertical é a coluna de notas e informações exclusivas do O POVO sobre Política, Economia e Cidades. É editada pelo jornalista Carlos Mazza

Vertical política

Dirigentes veem Jade como potencial filiada, mas não devem "avançar o sinal"

Presidentes partidários dizem evitar tomar iniciativa de convite enquanto não houver desfiliação da atual sigla ou manifestação de interesse público da própria vice
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 A vice-governadora do Estado, Jade Romero (Foto: FCO FONTENELE)
Foto: FCO FONTENELE A vice-governadora do Estado, Jade Romero

Com a recente sinalização da vice-governadora Jade Romero (MDB) sobre possível mudança de legenda, dirigentes partidários não descartaram uma futura filiação da governista.

Em diálogo com a Vertical nessa quarta-feira, 28, no entanto, dirigentes dizem evitar tomar iniciativa enquanto não houver desfiliação da atual sigla ou manifestação de interesse da própria vice.

A decisão de não endereçar o convite formal a Jade neste momento busca não atropelar o processo interno do MDB, assim como não causar atritos na base do governador Elmano de Freitas (PT). A vice, por sua vez, pode integrar as demais siglas de base futuramente, como PSB, PSD ou Podemos. 

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Presidente do PSD no Ceará e secretário do Desenvolvimento Econômico, Domingos Filho afirmou que Jade é um quadro de prestígio para a sigla, mas o partido evita tomar iniciativa.

“Naturalmente, qualquer encaminhamento nesse sentido (convite para filiação) seria de uma certa hostilidade ao partido, aos demais. Então, todos e qualquer movimento em direção ao PSD, de aberto, têm que ser naturalmente de iniciativa dos interessados”, pontuou Domingos.

O dirigente diz já ter conversado sobre política com a vice do Executivo estadual, mas sem formalidades. “A Jade é um quadro que, se ela efetivamente deseja mudar de partido, se desincompatibilizar, o nosso partido é uma possibilidade, com certeza, mas é uma decisão que cabe exclusivamente a ela, tanto o de sair do partido como de buscar uma nova escolha”, disse.

Domingos ainda considerou “muito razoável” que o PSD seja contemplado na chapa majoritária, considerando-se como “terceira força consolidada” no Estado. A posição se dá devido ao número de prefeitos e representantes eleitos, atrás apenas do PT e PSB, segundo ele.

“É muito razoável que o PSD queira participar de uma chapa majoritária, que tem quatro vagas, se é a terceira força, mas não há nenhuma ansiedade. Nós vamos tratar isso no momento adequado, na proximidade das convenções”, destacou.

Em entrevista ao Jogo Político, podcast do O POVO, na última sexta-feira, 23, Jade Romero pontuou que a prioridade do MDB é postular uma das vagas ao Senado Federal, enquanto seu objetivo pessoal é permanecer no posto majoritário ao lado do governador Elmano de Freitas (PT).

Jade não descartou mudar de agremiação para continuar a composição do grupo majoritário por outro partido. 

Dentre as possibilidades de filiação, o presidente do Podemos no Ceará, ex-deputado Bismarck Maia, pretende convidá-la diretamente pela admiração em relação à atuação de Jade no governo do Estado. Contudo, o presidente não deve “atropelar os fatos” enquanto a vice-governadora permanece no MDB.

“Eu teria muito prazer em recebê-la e farei esse convite a ela, porque me honra muito ter ela no partido. (...) Eu sei que ela está dentro do MDB, temos que aguardar. Estou esperando ver os acontecimentos, não quero passar uma linha, atropelar os fatos, convidando ela ainda no MDB”, explicou.

O foco do Podemos é o crescimento nacional e estadual, o que justificaria participação nas discussões da chapa geral, conforme Bismarck. Até o dia 5 de abril, o grupo deve formar as chapas de deputados estaduais e federais. Após esse período, podem manifestar interesse nos cargos majoritários.

“Na hora certa, depois de terminar esse processo das nominatas, nós temos e já manifestamos o interesse de participar dessas discussões”, defendeu o presidente estadual do Podemos.

Camila Maia, especial para O POVO

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