Logo O POVO Mais
CIDADES

Estabelecimentos públicos estaduais vão cobrar comprovante de vacinação

Cobrança do passaporte foi a única alteração deliberada pelo Comitê Estadual de Enfrentamento à Pandemia, que realizou reunião na tarde desta sexta, 10
Edição Impressa
Tipo Notícia Por
GOVERNADOR Camilo Santana anunciou a exigência do passaporte da vacina ao lado do secretário Marcos Gadelha  (Foto: carlos gibaja/Governo do Estado do Ceará)
Foto: carlos gibaja/Governo do Estado do Ceará GOVERNADOR Camilo Santana anunciou a exigência do passaporte da vacina ao lado do secretário Marcos Gadelha

Os estabelecimentos públicos do Governo do Ceará irão passar a cobrar o passaporte da vacina a partir do dia 20 de dezembro. Anúncio foi feito em live pelo governador Camilo Santana (PT) e pelo titular da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), Marcus Gadelha nessa sexta-feira, 10. Essa foi a única alteração prevista para o novo decreto deliberada em reunião do Comitê Estadual de Enfrentamento à Pandemia.

"Durante essa próxima semana, a Sesa vai definir os protocolos e critérios dependendo das atividades de cada setor do Governo. Mas a partir do dia 20 terá a obrigatoriedade de apresentação do passaporte nos estabelecimentos públicos do Estado do Ceará", explicou o governador.

Nessa terça-feira, 7, o prefeito de Fortaleza, José Sarto (PDT), enviou à Câmara Municipal de Fortaleza projeto de lei que determina a obrigatoriedade da apresentação de comprovante de vacinação para a entrada em repartições e prédios públicos da Prefeitura de Fortaleza. 

Vacinação no Ceará

"Das pessoas aptas a receber vacina, temos 89,6% vacinada com a primeira dose. O dado importante: quase 80% acima de 12 anos já tomaram o esquema completo", destacou o governador.

Conforme Gadelha, o cenário da Covid-19 no Ceará continua em estabilidade. "Não está tendo aumento no número de casos nem de óbitos. O número de pessoas com teste positivo também não tem aumentado. Isso mostra a estabilidade do cenário epidemiológico. Temos que continuar aumentando a cobertura vacinal e estimular a dose de reforço", disse o secretário. 

O chefe do executivo estadual alertou para a importância da dose de reforço para evitar sintomas graves. Segundo ele, parte da população que já está apta a receber a terceira dose, principalmente os idosos, não estão indo tomar.  

"Saiu um estudo feito pela USP mostrando que 93% das pessoas que perderam a vida de março a novembro no Ceará não tinham se vacinado", completou Camilo.

Ele afirmou ainda que a vacinação vai continuar durante o fim do ano: "não vamos parar entrega de vacinas e vacinação". O governador pediu para que os municípios não desativem as unidades de vacinação no período. "É fundamental que permaneçam com as unidades e as equipes funcionando". 

Camilo destacou ainda a preocupação em todo o mundo a respeito do surgimento da Ômicron e os efeitos dessa variante diante vacina e dos vacinados. "O número de casos na Europa tem aumentado. Estamos acompanhando o comportamento em outros continentes, países e tomando medidas de precaução. Os números continuam estáveis, isso é muito positivo. Mas monitoramos para evitar qualquer tipo de recrudescimento do vírus no Estado", acrescentou. 

Decreto anterior

O último decreto estadual, publicado no dia 27 de novembro, estabeleceu a proibição de grandes festas de Réveillon. Festas em locais abertos deverão ter no máximo cinco mil pessoas e em ambientes fechados o máximo será 2.500 pessoas. As medidas são válidas a partir de 16 de dezembro.

Além disso, estabelecimentos que ainda estão sob restrições de capacidade como academias, cinemas e teatros foram liberados a ampliar o funcionamento para 100% da capacidade desde que passem a exigir o passaporte de vacinação e documentação de identificação com foto.

Monitoramento

A incidência de Covid-19 em Fortaleza deve continuar sendo monitorada devido à introdução no Brasil da nova variante de preocupação internacional Ômicron (B.1.1.529), de acordo com boletim epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) divulgado ontem. A pasta alerta que a nova cepa tem um número incomum de mutações e alta transmissibilidade.

Embora o cenário possa ser alterado com a “dominância de novas variantes com relevante escape vacinal”, a SMS afirma que a Capital segue vivendo um quadro epidemiológico estável, com tendência de declínio da transmissão. “O atual padrão de mortalidade ainda reflete a estabilidade alcançada com o fim da segunda onda e o aumento da fração da população imunizada”, enfatiza.

 (Colaborou Leonardo Maia)

Essa notícia foi relevante pra você?
Recomendada para você

"