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Mais de 217 mil pessoas já pediram autobloqueio de bets no País
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Economia

Mais de 217 mil pessoas já pediram autobloqueio de bets no País

Plataforma Centralizada de Autoexclusão deve ser acessada por meio de cadastro no portal Gov.br, com contas nível prata ou ouro
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AS 79 empresas autorizadas a operar no Brasil reportaram que 25,2 milhões de brasileiros fizeram apostas ao longo de 2025 (Foto: FERNANDA BARROS)
Foto: FERNANDA BARROS AS 79 empresas autorizadas a operar no Brasil reportaram que 25,2 milhões de brasileiros fizeram apostas ao longo de 2025

Plataforma Centralizada de Autoexclusão já recebeu mais de 217 mil pedidos de autobloqueio, ou seja, quando o apostador pede para ser bloqueado de todos os sites de apostas autorizados, em um período de aproximadamente 40 dias, conforme balanço da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA-MF).

Pelo sistema do Governo Federal, o cidadão pode solicitar, voluntariamente, de uma só vez, o bloqueio do seu acesso a todas as contas que tenha em sites de apostas, assim como permite tornar o CPF da pessoa interessada indisponível para novos cadastros e para recebimento de publicidades direcionadas de bets.

Lançada no dia 10 de dezembro de 2025, a ferramenta deve ser acessada por meio de cadastro no portal Gov.br, com contas nível prata ou ouro. No sistema, o usuário precisa informar o período em que pretende ficar autoexcluído - de um a 12 meses. Há ainda a opção de se autoexcluir do ambiente de apostas por tempo indeterminado (sem prazo).

A segunda pergunta a ser respondida na plataforma se refere aos motivos que levaram a pessoa a se autoexcluir: decisão voluntária, dificuldades financeiras, recomendação de profissional de saúde, perda de controle sobre o jogo (saúde mental), ou prevenção de uso dos seus dados em plataformas de apostas. Também é possível escolher não informar o motivo.

Em seguida, é necessário aceitar os termos de uso e verificar se os dados pessoais estão corretos. Depois, o usuário recebe um registro de confirmação da autoexclusão, que é como um documento, com todas as informações prestadas.

De acordo com o levantamento,  o motivo mais frequente para a autoexclusão foi a “Perda de controle sobre o jogo - saúde mental”, com 37%.

Na sequência aparece “Prevenir que meus dados sejam utilizados por plataformas de apostas”, motivo citado por 25% dos respondentes. A maioria das autoexclusões, cerca de 73% é de período indeterminado, e 19% são pedidos de autobloqueio por um ano.

Além dos pedidos de autoexclusão, a SPA-MF afirmou ter bloqueado mais de 25 mil sites ilegais de apostas em 2025, em parceria com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O período marca um ano de mercado regulado para apostas de quota fixa no Brasil, por meio das popularmente chamadas bets.

Entre as 79 empresas autorizadas a operar no País foi informado que 25,2 milhões de brasileiros fizeram apostas ao longo do ano passado.A SPA-MF também comunicou ter registrado 132 processos, envolvendo 133 bets, dos quais 80 processos estão em trâmite para aplicação de penalidades.

O Ministério da Fazenda também deu continuidade ao monitoramento de instituições financeiras e de pagamentos, sendo que 54 delas realizaram 1.255 comunicações relacionadas a 1.687 pessoas com indícios de efetuar transferências de recursos para empresas de apostas não autorizadas e foram encerradas 550 contas bancárias, das quais 265 foram identificadas como ilegais.

“O ano de 2025 marcou a primeira vez em que o Estado esteve plenamente presente nesse mercado. Houve a recepção de dados, que permitem conhecer o setor, de forma objetiva, além de se ter ferramentas de monitoramento para acompanhar o cumprimento das regras criadas. Temos o dimensionamento econômico e as informações das pessoas”, afirmou o secretário de Prêmios e Apostas do MF, Regis Dudena.

Já no que se refere ao combate à publicidade ilegal desse tipo de aposta nas redes sociais, foram concluídos 412 processos de fiscalização contra influenciadores digitais, com a remoção de 324 perfis e 229 publicações. A detecção e a derrubada de perfis e propagandas ilegais foram realizadas em cooperação com o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) e o Conselho Digital do Brasil, que congrega as principais empresas de tecnologia do País.

“Desde a sua criação, a Secretaria vem passando por uma curva evolutiva consistente. Em 2024, estruturamos as regras do mercado; em 2025, avançamos no acompanhamento e na fiscalização, além de trabalharmos intensamente no combate aos ilegais. Em 2026, essas atividades devem seguir e se desenvolver ainda mais, para garantir a proteção das pessoas e da economia popular.”, pontuou Dudena.

Dos 25,2 milhões de brasileiros que realizaram apostas em bets no ano de 2025, 68,3% são homens e 31,7% são mulheres. Quanto às faixas etárias, o maior número de apostadores, 28,6% têm entre 31 e 40 anos. Na sequência aparecem empatados com 22,7%, os públicos com 18 a 24 anos, e os com 25 a 30 anos. A faixa etária entre 41 e 50 anos representa 16,7% do total, enquanto o público entre 51 e 60 anos representa 6,6%. As pessoas com mais de 61 anos somam 2,7% do total.

A receita bruta total das 79 empresas autorizadas foi de cerca de R$ 37 bilhões no acumulado do ano. Esse valor representa o total de apostas, excluindo os valores de prêmios pagos. Sobre este montante recai a obrigação de que 12% sejam convertidos em destinações legais.

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