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Brasil tem em 2025 pior saldo de vagas de empregos desde a pandemia
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Economia

Brasil tem em 2025 pior saldo de vagas de empregos desde a pandemia

Carteira assinada. Novo Caged
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Entre os que defendem a geração de empregos, predominam aqueles que estão fora do mercado de trabalho, e as mulheres (Foto: João Filho Tavares)
Foto: João Filho Tavares Entre os que defendem a geração de empregos, predominam aqueles que estão fora do mercado de trabalho, e as mulheres

O mercado de trabalho brasileiro registrou a abertura líquida de 1.279.498 vagas com carteira assinada em 2025. Foi o pior saldo de empregos formais registrado no País desde 2020, ano do início da série histórica atual, quando houve o fechamento de 189.393 postos de trabalho.

Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

O resultado de 2025 decorreu de um total de 26.599.777 admissões e 25.320.279 demissões. Com isso, o total de pessoas empregadas com carteira assinada (celetistas) no País passou de 47.194.850 para 48.474.348.

De acordo com os dados do Caged, em dezembro, houve o fechamento de 618.164 postos de trabalho, recuo mensal de -1,26%, o que é considerado compatível com o padrão histórico do Novo Caged, cuja média do mês em 2023 e 2024 foi de -1,07%. Mesmo assim, foi o pior dezembro desde a pandemia, em 2020.

No mês de dezembro, todos os Estados apresentaram saldos negativos, com destaque para São Paulo (-224.282 postos), Minas Gerais (-72.755) e Paraná (-51.087).

O salário médio real de admissão em dezembro foi de R$ 2.303,78 uma redução de R$ 11,86 (-0,51%) em relação a novembro de 2025 (R$ 2.315,44). Ante o mesmo mês do ano anterior, o aumento foi de R$ 57,18 ( 2,55%).

A despeito da volatilidade na série mensal do Caged, o emprego formal segue em trajetória de expansão no País, na avaliação do economista da XP Investimentos Rodolfo Margato. "O ritmo médio de criação de vagas desacelerou de cerca de 135 mil no primeiro semestre de 2025 para 80 mil no segundo, em linha com a desaceleração gradual da atividade doméstica." (Agência Estado)

 

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