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Fortaleza segue com lacunas no elenco e vê mercado difícil para contratar reforços
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Fortaleza segue com lacunas no elenco e vê mercado difícil para contratar reforços

Tricolor segue à procura de laterais-esquerdos e atacantes de lado, mas Thiago Carpini vê perda de timing com mudanças internas no clube e admite: "Não está fácil
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Thiago Carpini admitiu que time precisa reforçar o elenco (Foto: Leonardo Moreira/FortalezaEC)
Foto: Leonardo Moreira/FortalezaEC Thiago Carpini admitiu que time precisa reforçar o elenco

Se, por um lado, o novo departamento de futebol do Fortaleza tem conseguido enxugar o elenco e reduzir a folha salarial — o que se desenhava como maior desafio após a queda para a Série B —, por outro, poucas caras novas se juntaram ao grupo comandado por Thiago Carpini. O clube do Pici segue com lacunas relevantes em duas posições e tem encontrado dificuldades no mercado da bola para concretizar as contratações.

A lateral esquerda e as pontas do ataque seguem como principais carências. Até mesmo a lateral direita, que se tornou uma necessidade posteriormente, com o empréstimo de Mancuso ao Estudiantes, da Argentina, já tem novo concorrente para Maílton: o jovem Paulinho, cria do Vasco — o jogador já está na Capital, mas ainda não foi anunciado.

O lado esquerdo da defesa tinha Diogo Barbosa e Weverson na largada da temporada, mas os dois não fazem parte dos planos da comissão técnica. O primeiro negocia a rescisão de contrato, que tem duração até dezembro, enquanto o segundo tem saída encaminhada e já está em Portugal para defender o Gil Vicente.

O Tricolor, portanto, precisará contratar dois jogadores para o setor. A ideia é conseguir um nome com status de titular de maneira mais imediata e seguir em busca de outra peça sob menos pressão. Por enquanto, o meia Lucas Crispim tem repetido a função de ala que fez em 2021, sob o comando de Juan Pablo Vojvoda.

Os dois extremos do setor ofensivo também precisam de caras novas, já que Moisés e o jovem chileno Tomás Rocco são os únicos jogadores de origem da posição à disposição. A ideia é trazer mais um ponta-esquerda, para competir com Moisés, e dois atacantes para o lado direito. Um destes nomes deverá ser Lucas Braga, do Vitória, que tem negociação avançada.

“Nós estamos trabalhando muito e não está fácil. Não vou entrar muito nesse mérito da questão, porque não é minha área, a gente participa e vê como o pessoal do departamento responsável, o CEO (Pedro Martins), todos trabalhando muito em prol disso, eu também, enquanto comissão. Mas aconteceram mudanças grandes no Fortaleza no período mais importante da janela e agora é um momento difícil para nós”, admitiu Thiago Carpini.

A primeira janela de transferências de 2026 fica aberta até 3 de março, mas o prazo de inscrição de jogadores para o Campeonato Cearense vai até o próximo dia 13 de fevereiro, às véspera do início das semifinais. Esta, portanto, deverá ser a data que balizará as ações do Leão no mercado neste primeiro momento, visando a reta decisiva do Estadual.

“Nós estamos encontrando essa dificuldade, porque é tudo já muito alocado, definido e, por algumas mudanças que aconteceram, a gente perdeu, talvez, um pouquinho o timing. A gente tem encontrado muita dificuldade, mas não têm faltado reuniões, empenho, programações, planejamento, ligações, propostas, contrapropostas… O Pedro (Martins) está trabalhando muito nisso, eu tenho acompanhado todos os dias. Em breve, os atletas vão chegar. […] A gente está trabalhando muito nisso, mas não vou mentir que a gente tem encontrado alguma dificuldade, e os jogadores, com a procura, acabam se valorizando muito no mercado. Isso torna a situação difícil, já que o clube tem feito alguns movimentos bem conscientes”, analisou o treinador tricolor.

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