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Fortaleza visa equilíbrio financeiro com rescisões contratuais e novo organograma
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Fortaleza visa equilíbrio financeiro com rescisões contratuais e novo organograma

Clube tricolor passa por reformulação após queda à Série B, que gerou restrições orçamentárias. Novo projeto é tocado pelo CEO da SAF, Pedro Martins
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Pedro Martins, novo CEO da SAF do Fortaleza, em conversa com Thiago Carpini (Foto: Leonardo Moreira / Fortaleza EC)
Foto: Leonardo Moreira / Fortaleza EC Pedro Martins, novo CEO da SAF do Fortaleza, em conversa com Thiago Carpini

Em meio à reformulação provocada pelo rebaixamento à Série B, o Fortaleza precisou promover uma profunda readequação financeira e esportiva em seu elenco. Para se ajustar ao novo cenário, o Tricolor do Pici acelerou negociações e oficializou uma série de saídas neste início de temporada, muitas delas por meio de rescisões contratuais. Nomes como Deyverson, Lucero e Zé Welison estão entre os atletas que deixaram o clube nesse processo.

Conforme apurou o Esportes O POVO, a diretoria tricolor precisou conduzir negociações delicadas, sobretudo com jogadores de salários mais elevados. Em diversos casos, os acordos de rescisão envolveram pagamentos parcelados, com prazos previamente definidos, de modo a tornar os distratos financeiramente administráveis e sem impacto relevante no fluxo de caixa do clube.

A estratégia inicial do departamento de futebol era priorizar negociações com compensação financeira, como ocorreu nas vendas de Breno Lopes e Tucu Herrera. No entanto, esse caminho não se mostrou viável em todas as situações.

Após analisar o mercado, a cúpula tricolor entendeu que alguns atletas não possuíam valor de revenda, seja pela idade, seja pelos vencimentos considerados elevados para clubes interessados. Diante disso, manter tais jogadores no elenco passou a ser mais oneroso do que negociar rescisões.

Um dos casos mais emblemáticos foi o de Deyverson. Conforme noticiado anteriormente pelo Esportes O POVO, o Tricolor do Pici encontrou grande dificuldade para viabilizar uma transferência do centroavante.

Agora defendendo a LDU, do Equador, o atacante acertou com o Leão o recebimento parcelado de valores pendentes, além da multa rescisória. Ele era dono dos maiores vencimentos do elenco, somando salário, luvas e direitos de imagem, e possuía contrato válido até o fim de 2026, o que onerava substancialmente a folha salarial e impedia que o clube buscasse reforços para outras posições.

Em paralelo ao processo de saída de atletas, o novo CEO da SAF do Fortaleza organizou uma nova estrutura de funcionamento do departamento. Com as saídas de Júlio Manso, Daniel de Paula Pessoa, Sérgio Papellin e Marcelo Boeck, o dirigente contratou quatro novos nomes e separou as atribuições por gerências.

No setor de Mercado, o Leão anunciou a chegada de Witor Bastos, que vem atuando diretamente na análise, prospecção e mapeamento de atletas, visando fortalecer os processos de contratações e saídas. Já na área de Operações de Futebol, o nome escolhido foi Pedro Quintela Aguiar. Ex-Grêmio, o profissional trabalha com coordenação da logística de jogos, treinos e viagens, além de controle de cronogramas.

Ademais, o Tricolor acertou a contratação de Herbert Júnior para o cargo de Gerente de Planejamento e Controle. No Pici, ele atua na gestão estratégica de contratos de atletas, no controle orçamentário do futebol — tendo integração com o Departamento Jurídico — e no planejamento integrado de áreas.

Por fim, Pedro Martins escolheu Roberto Braga para o cargo de Gerente Técnico, que terá atribuições como verificar questões de performance e integração entre categorias de base e equipe principal.

A estrutura da SAF responde diretamente ao Conselho de Administração Sociedade Anônima do Futebol (SAF), agora presidida por Bruno Cals, que avaliza as principais decisões do grupo liderado por Pedro Martins.

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