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Uma falha nos sistemas de vários hospitais levou a informações sensíveis serem expostas em blocos de nota online, em desconformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Muitos questionaram se houve um vazamento ou exposição desses dados a criminosos, mas a presença das informações nestes locais já constitui em si uma infração das normas de segurança.
É lamentável que os problemas em sistemas hospitalares tenham feito corriqueiro o uso desses sites por parte dos operadores dos dados. Além de apontar o dedo para quem está na ponta — que deve ter, sim, responsabilidade —, é preciso cobrar do poder público, que gere os hospitais.
Essa exposição mostra a urgência da adoção de sistemas melhores, mais seguros e cujas interfaces facilitem o trabalho de todos os profissionais da saúde: médicos, estudantes de medicina, enfermeiros, farmacêuticos e mais.
Mais infeliz é o fato de que a reportagem, ao buscar ouvir representantes das entidades envolvidas, tenha recebido como retorno tão somente notas institucionais. Quando sistemas de saúde, informações pessoais e a segurança de dados das pessoas estão em jogo, a população precisa de um retorno claro.
Até essa sexta-feira, 30, apesar de alguns dos registros terem sido removidos, vários outros continuavam online. É preciso uma resposta institucional que vá além do discurso, com o risco de isolar a responsabilidade em quem está na ponta.