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Eduardo Leite defende que Doria abra mão de candidatura caso ela não decole

| O POVO CBN | Segundo o governador gaúcho, o PSDB precisa "mostrar que está sintonizado com o sentimento de viabilizar uma alternativa pro país"
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GOVERNADOR do RS foi entrevistado pelos jornalistas Jocélio Leal e Rachel Gomes (Foto: Gustavo Mansur/ Palácio Piratini/Divulgação)
Foto: Gustavo Mansur/ Palácio Piratini/Divulgação GOVERNADOR do RS foi entrevistado pelos jornalistas Jocélio Leal e Rachel Gomes

O governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite (PSDB) defendeu, nesta quinta-feira, 13, que o presidenciável tucano João Doria esteja disposto a abrir mão da disputa pelo Planalto caso sua candidatura não se viabilize nos próximos meses. Em entrevista à Rádio O POVO CBN, o tucano gaúcho defendeu que o partido discuta o assunto entre os meses de fevereiro e março a fim de continuar coordenando o processo de escolha de uma terceira via para as eleições.

Ex-candidato nas prévias do PSDB, Leite afirmou que “tentou apresentar algo de diferente ao Brasil”, inclusive com o apoio do então senador cearense Tasso Jereissati (PSDB). Derrotado, ele afirma que “o partido fez sua escolha” e que agora o momento é de esperar a viabilidade de Doria como candidato à Presidência.

"Agora temos que dar tempo ao escolhido para que ele mostre sua viabilidade. Infelizmente, desde que venceu as prévias, o governador de São Paulo ainda não conseguiu mostrar nas pesquisas algum tipo de movimento. Porém, respeito a decisão do partido nas prévias e torço para que ele se mostre viável, pois é importante para o Brasil constituir uma alternativa”, defendeu o governador do Rio Grande do Sul.

Em prol de uma opção aos nomes do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o atual mandatário Jair Bolsonaro (PL), candidatos mais competitivos até o momento segundo as pesquisas de intenção de voto, o tucano defendeu que o partido e até o próprio Doria evitem que “pretensões e aspirações pessoais” não se sobressaiam ao projeto nacional da sigla” e apresentem uma solução para “pacificar o país”.

“Se a minha candidatura se mostrasse não viável, vamos supor que o PSDB tivesse escolhido meu nome e lá na frente eu não tivesse conseguido reunir as forças políticas e avançar nas pesquisas, isso se imporia uma revisão da candidatura, o PSDB tem que ter essa disposição e o governador João Doria também”, defendeu Leite.

Além disso, o governador paulista tem perdido espaço para o ex-juiz Sergio Moro (Podemos) e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) nas pesquisas de intenção de voto. A candidatura tucana ao Planalto tem demonstrado uma estagnação após prévias conturbadas para a escolha do candidato oficial.

Pesquisa PoderData realizada de 19 a 22 de dezembro de 2021 mostrou que Bolsonaro e Doria são os dois pré-candidatos mais rejeitados na disputa pelo Planalto em 2022. O levantamento perguntou aos entrevistados sobre cada um dos nomes que tentam chegar ao comando do Palácio do Planalto: se consideram que ele é o “único em quem votaria”, se “poderia votar nele” ou se não votaria nele “de jeito nenhum”.

Eduardo Leite defende que Doria abra mão de candidatura por 3ª via caso tucano não se viabilize(Foto: Reprodução)
Foto: Reprodução Eduardo Leite defende que Doria abra mão de candidatura por 3ª via caso tucano não se viabilize

Ainda segundo o governador gaúcho, o PSDB precisa “mostrar que está sintonizado com o sentimento de viabilizar uma alternativa pro país”. Ele defendeu que uma eventual decisão de revisão a candidatura de Doria deva ser feita entre os meses de fevereiro e março, visto a aproximação do período das janelas partidárias.

“Se o PSDB não se mostrar com clareza e de forma competitiva, isso significa colocar em risco o próprio partido nos seus projetos regionais, suas candidaturas a deputados, governadores, senadores”, avaliou.

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