A Prefeitura de Fortaleza enviou proposta de reajuste salarial de 4,26% para os servidores municipais, nesta segunda-feira, 2, mas a proposta foi recusada pela categoria, que afirmou que o percentual continua distante do reivindicado. O grupo cobra reajuste total de 12,24%.
A Secretaria de Planejamento e Orçamento Público (Sepog) propôs a reposição da inflação de 2025 (IPCA de 4,26%) no vencimento base dos servidores e também no auxílio-alimentação da categoria, com índice retroativo a 1º de janeiro.
O índice, segundo os representantes sindicais, corresponde à soma da inflação consolidada de 2025, do reajuste não concedido em 2021 e do percentual de 3% referente ao aumento da contribuição previdenciária decorrente da reforma da Previdência aprovada naquele ano.
Apesar do avanço no diálogo, a proposta foi recusada nesta terça-feira, 3, em reunião das frentes sindicais Fersep For e União Sindical. Uma nova rodada de negociações está marcada para a próxima segunda-feira, 9 de fevereiro, durante reunião da mesa central.
Além disso, os servidores reivindicam o pagamento, com correção monetária, dos valores correspondentes aos quatro primeiros meses de 2025, período em que não houve reajuste.
Na segunda-feira, os servidores públicos de Fortaleza realizaram manifestação na Câmara Municipal de Fortaleza, para cobrar respostas do poder público às reivindicações de reajuste salarial de diversas categorias do funcionalismo público.
Além das reivindicações, a categoria protestava contra o não cumprimento da data-base da categoria, fixada em 1º de janeiro, e da ausência de proposta de reajuste salarial por parte da gestão Evandro Leitão (PT).
Os representantes da categoria informaram que no mesmo dia das manifestações, horas depois, a secretária da Sepog, Carolina Monteiro, procurou o presidente do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos de Fortaleza (Sindifort), Eriston Ferreira, para abrir oficialmente as negociações.
Apesar da abertura oficial das negociações entre Prefeitura e sindicatos, os servidores da capital devem manter mobilização, com protestos durante o Pré-Carnaval de Fortaleza.
O que os servidores municipais reivindicam também a revisão dos Planos de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), considerados defasados há 17 anos. Segundo as entidades, a desatualização tem provocado perdas salariais e prejuízos nas promoções e progressões funcionais.
Os servidores pedem ainda reajuste do auxílio-refeição para R$ 25, com fim do teto salarial para recebimento, e alteração das regras do IPM Saúde, incluindo o fim da limitação de consultas mensais. Além disso, é cobrado a levação do teto de isenção da contribuição previdenciária de aposentados e pensionistas, com equiparação aos critérios adotados pelo INSS.
É revindicado ainda a assinatura de acordo judicial para o pagamento de adicionais por tempo de serviço não quitados, conforme previsto no Estatuto do Servidor, assegurando o reconhecimento do direito acumulado ao longo dos anos.