Há uma grande preocupação dos órgãos reguladores e agregadores da categoria de seguros sobre a regularização das associações que oferecem proteção veicular. O assunto também foi bastante questionado por representantes de seguradoras que integram o Sindicato das Seguradoras do Norte /Nordeste (SindsegNNE).
De acordo com os últimos dados que se tem, ainda de 2019, da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), que é integrante da CNSeg, o Brasil somava 1.090 Associações de Proteção Veicular (APVs). Na ocasião, o líder nacional era o estado de Minas Gerais, com 373, seguido do Rio de Janeiro (148) e São Paulo (56).
O Nordeste reunia 235 APVs. Neste contexto, o Ceará era o sexto estado no ranking da região, com 13 APVs, representando 5,5% do total. A lista daqui era encabeçada pela Bahia, com 91 associações.
Para o diretor-presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, o avanço das associações é muito preocupante para o setor e, principalmente, para os consumidores.
"Esse é um modelo de negócios que já existiu no passado e que deixou um saldo de prejuízos irreparáveis por não cumprir as regras prudenciais e de solvência necessárias no mercado de seguros. Portanto, o avanço das entidades mútuas representa um retrocesso, não só porque concorrem de forma desleal no mercado formal de seguros, mas também porque, sem fiscalização, podem transformar em pó a poupança de milhares de consumidores atraídos por benefícios que não serão concedidos."
O executivo destacou ainda que as associações de proteção veicular representam perda fiscal de R$ 1,2 bilhão ao ano. Para alertar os consumidores, a CNseg criou o site www.seguroautosim.com.br.