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Espaço virtual reúne obras de artistas visuais

Artistas se unem em espaço não-físico para marcar presença a partir de construções nas artes visuais
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Bárbara Moira apresenta a obra "Raízes"na exposição: "O corpo é o centro da tempestade" (Foto: Bárbara Moira)
Foto: Bárbara Moira Bárbara Moira apresenta a obra "Raízes"na exposição: "O corpo é o centro da tempestade"

Um lugar pensado para estudar e produzir artes visuais. Conversas, passagens, orientações e encontros pautados na arte contemporânea são a essência de "LOCAL", espaço coordenado pela artista e professora de artes, Waléria Américo. Até o dia 20 de agosto, o ambiente realiza, em formato virtual, sua primeira exposição, "O corpo é o centro da tempestade".

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LOCAL não se trata de um espaço físico, mas provoca ações que transcendem as paredes e marca sua presença independente de um lugar fixo. "O local onde estamos agora, o local onde iremos nos reunir, o local onde iremos realizar um evento'... o local se faz", destaca Waléria. Ao ser aprovado no VIII Edital das Artes de Fortaleza - Secultfor, a coordenadora não desanimou com a falta de espaços, devido a pandemia de Covid-19, e usufruiu das plataformas digitais para disseminar a arte.

A estreia do LOCAL apresenta um grupo de jovens artistas que se uniram em estudos sobre ações performáticas nas artes, mesclando linguagens da fotografia, do audiovisual e do bordado. As obras dialogam não somente com a arte, mas também com a filosofia e psicologia. Adalgisa Nara, Bárbara Moira, Daniel Neves, Larissa Batalha, Sophia Cavalcante e Vivianne Morais são os responsáveis pela exibição.

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Apesar das limitações do formato virtual, Waléria acredita que outras possibilidades se abriram para o projeto, como criar pontes e conexões entre lugares e pessoas mais distantes. Apesar de parte do projeto ter sido realizada em formato virtual, a coordenadora enfatiza a necessidade que sentiram do presencial. "Montamos essa exposição fisicamente, apesar de não ter aberto ao público, porque isso faz parte do aprendizado do artista. É muito importante para o artista finalizar o trabalho, sair do plano mental", afirma.

A exposição pode ser visitada por meio do site LOCAL, com um catálogo de fotos das obras montadas fisicamente, construindo uma dinâmica que abrange espaços, construções e tamanhos pensados pelos artistas. "Esse virtual está muito próximo do material", destaca Waléria. "Apesar das dificuldades, encaramos o desafio da pandemia, trazendo para o âmbito artístico, e repensado sempre o lugar arte: como será a arte daqui para frente? Quais mudanças terão? O que é bom? O que é ruim?", comenta.

Com programação gratuita, o LOCAL ainda irá oferecer duas oficinas artísticas através do Google Meet. A primeira, "A mentira como ação performática", acontece no dia 28 de julho, com duração de 4 horas. A partir da leitura das obras "Susana e Sophia" e "Um Relacionamento que Tinha Plena Funcionalidade", o workshop propõe um projeto performático onde o artista é sujeito e objeto da obra, evidenciando o que acontece quando a realidade é ficcionada a partir de um ponto de vista particular.

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A segunda oficina, "Travessia em mistérios: rastros de um corpo no espaço", acontece no dia 19 de agosto, questionando a movimentação do corpo a partir do invisível, tratando de "investigação de movimentos possíveis, entre fronteiras que permeiam diferentes marcações no corpo em relação com o espaço".

Ao avaliar a construção do projeto, Waléria completa seu objetivo como orientadora a partir da realização pessoal de cada artista após a conclusão dos trabalhos. Com relação ao público externo, ela espera que as conversas artísticas sejam mantidas. "Estamos trabalhando com essas plataformas para aproximar e manter diálogos", diz. "A nossa intenção como evento é encontrar outras conversas, outros artistas e outros públicos para falar sobre as obras e aquilo que elas reverberam em nós".

Conheça os artistas

Adalgisa Nara é psicóloga, artista visual e palhaça. Entre as diferentes áreas de atuação, ela investiga a ideia de "corpo ponte-limite". É idealizadora da obra "Como se despede de um corpo?".

Bárbara Moira é artista visual e experimenta o fazer artístico, principalmente através da fotoperformance. Suas pesquisas são permeadas pelo feminino e feminismos, entrelaçando-os com autoficções e autobiografia, perpassando lugares como corpo, cidade, violência e especismo. Bárbara é fotojornalista do O POVO.

Daniel Neves é artista visual, ativista, designer e programador. Bacharel em Design pela UniFanor e técnico em Informática pelo IFCE. Desenha, escreve e dança em seus trabalhos. Sua obra se chama "Bem Aqui".

Larissa Batalha é artista e bióloga. Pesquisa o traduzir de: memórias, conversas e partilhas com apropriações científicas em diversas linguagens. É a idealizadora de "Meandros Divagantes".

Vivianne Morais é artista e curiosa, tem como sua principal pesquisa o universo feminino. Bordadeira desde 2016, ministrou algumas oficinas e cursos pela cidade de Fortaleza. Vive em busca de novas materialidades, como forma de expressão.

Sophia Cavalcante é artista e estuda Artes Plásticas na Universidade do Porto. Atualmente, trabalha entre tecnologias plásticas e poéticas conceituais, onde a performance multimédia é o ponto de partida para experimentações. 

Exposição "O corpo é o centro da tempestade"

Quando: 17 de julho a 20 de agosto de 2021
Onde: localartesvisuais.com
Classificação indicativa: Livre
Outras informações: (85) 999260729 (Waléria Américo)
Instagram: @local_artesvisuais

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