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TRE-CE impõe prazo para inquérito antigo contra Ciro ligado à Lava Jato
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O jornalista Carlos Mazza já foi repórter de Política, repórter investigativo, coordenou o núcleo de jornalismo de dados do O POVO e atualmente é colunista de Política

Carlos Mazza política

TRE-CE impõe prazo para inquérito antigo contra Ciro ligado à Lava Jato

Baseado na delação do empreiteiro Léo Pinheiro (OAS), inquérito foi instaurado em 2019, mas nunca apresentou provas contra o pedetista
FORTALEZA, CEARÁ, BRASIL 17-04-2024: SESSÃO SOLENE PARA HOMENAGEAR OS 298 ANOS DA NOSSA CAPITAL FORTALEZA, nas fotos: José Sarto - Prefeito de Fortaleza, Ciro Gomes Ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, Ex-prefeito de Fortaleza. (Foto: Yuri Allen/Especial para O Povo) (Foto: Yuri Allen/Especial para O Povo)
Foto: Yuri Allen/Especial para O Povo FORTALEZA, CEARÁ, BRASIL 17-04-2024: SESSÃO SOLENE PARA HOMENAGEAR OS 298 ANOS DA NOSSA CAPITAL FORTALEZA, nas fotos: José Sarto - Prefeito de Fortaleza, Ciro Gomes Ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, Ex-prefeito de Fortaleza. (Foto: Yuri Allen/Especial para O Povo)

O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) decidiu nesta terça-feira, 7, fixar prazo de 180 dias – seis meses – para a conclusão de um antigo inquérito policial aberto contra o ex-ministro Ciro Gomes (PDT). Baseado na delação do empreiteiro Léo Pinheiro (OAS), inquérito foi instaurado em 2019, mas nunca apresentou provas contra o pedetista.

Em sua delação original, Pinheiro afirma que Ciro teria pedido a dirigentes da OAS doações para a campanha de Camilo Santana (PT) ao Governo do Ceará ainda em 2014. A acusação, no entanto, foi negada por outros executivos da própria OAS, com o acordo de Pinheiro ficando marcado por outros “recuos” e mudanças de versão.

O caso acabou envolvido ainda em outra polêmica, após reportagem da revista Carta Capital expor mensagens interceptadas no contexto da Vaza Jato mostrando uma "ofensiva" de procuradores da força-tarefa contra Ciro Gomes. Em uma das mensagens vazadas, a procuradora Paula Tesser pergunta a colegas sobre delações que envolveriam Ciro e seu irmão, o senador Cid Gomes (PSB).

“Alguém lembra de colaborações que envolvam Ciro e Cid Gomes? Lembro do Ciro falando que nos esperaria a bala…”, diz a procuradora. Felipe D'Élia Camargo responde que Léo Pinheiro havia feito acusações contra Ciro, mas que teria voltado atrás ao ser ouvido. “Tava louquinha para fazer uma visita pra ele (sem levar bala, óbvio)”, responde Tessler.

Decisão do TRE-CE

No julgamento desta terça-feira, a defesa de Ciro pedia o arquivamento definitivo do inquérito, destacando excesso de prazo para a investigação, aberta em 2019 para apurar supostos fatos que teriam acontecido em 2014. A questão dividiu os membros do TRE-CE, com dois magistrados votando pelo arquivamento imediato. Tese vencedora, no entanto, fixou prazo de seis meses para conclusão das investigações.

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