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Aumentam as queimadas no Brasil
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Aumentam as queimadas no Brasil

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Tipo Opinião

De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), entre 1º de janeiro e o dia 23 de junho, foram registrados 3.262 focos de incêndio no Pantanal, 22 vezes a mais do que o anotado em igual período do ano passado. No cerrado, que cobre 25% do território brasileiro, foram 12.097 ocorrências, desde o começo do ano, aumento de 32% em relação ao mesmo período de 2023. Na Amazônia também houve recorde de queimadas no início do ano. Segundo dados do BDQueimadas, do Inpe, o Brasil é o país da América do Sul com o maior número de focos de incêndio, considerando-se todos os biomas.

Com o agravamento dos episódios no Pantanal, o governo Lula montou uma "sala de situação" para acompanhar o problema e buscar solução para as queimadas. Fazem parte do grupo ministros de diversas áreas e representantes da Justiça. Ao sair da segunda reunião do grupo, esta semana, a ministra do Meio Ambiente e das Mudanças Climáticas, Marina Silva (Rede-SP), disse que os incêndios no Pantanal são agravados "pelos extremos climáticos" e também por ações criminosas.

Ela analisa o quadro como "uma das piores situações já vistas no Pantanal, com toda a bacia do (rio) Paraguai com escassez hídrica severa". Marina disse que seu ministério planeja ações para prevenir as consequências dos incêndios, desde outubro do ano passado. Ao que tudo indica, o planejamento não deu os resultados esperados, tendo em vista o agravamento da crise.

Foi ainda anunciado o envio de mais 14 aeronaves e reforço de brigadistas para o combate a incêndios no Pantanal, juntando-se às seis do Ibama e do ICMBio já em operação. Outras oito aeronaves chegarão aos locais dos incêndios nos próximos dias, enviadas pelo Ministério da Defesa.

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB-MS), afirmou que o cenário emergencial permite ao governo federal criar créditos extraordinários, garantindo que não faltarão recursos para combater o fogo. Ela também informou que quaisquer focos de incêndio, mesmo os controlados, anteriormente permitidos, serão considerados crimes.

É de se lembrar que, durante o governo de Jair Bolsonaro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticava o que ele via como descaso em enfrentar o problema, sugerindo inclusive o uso das Forças Armadas para atuar no combate aos incêndios. Agora o que se observa é que a situação é bem mais complexa do que enviar soldados para combater as queimadas. A diferença com o governo anterior é que Bolsonaro incentiva as agressões ao meio ambiente, o que deixou de acontecer.

Dito isso, é preciso alertar que este não é um problema exclusivo do Palácio do Planalto. Governadores e prefeitos também precisam assumir os cuidados com o meio ambiente, de modo a compartilhar responsabilidade com o governo federal. Sem essa colaboração, será difícil enfrentar com eficácia o desastre que vêm acontecendo. n

 

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