Camilo mantém silêncio após indicação de Onélia para o TCE
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Henrique Araújo é jornalista e doutorando em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará (UFC), com mestrado em Sociologia (UFC) e em Literatura Comparada (UFC). Cronista do O POVO, escreve às quartas-feiras no jornal. Foi editor-chefe de Cultura, editor-adjunto de Cidades, editor-adjunto de Política e repórter especial. Mantém uma coluna sobre bastidores da política publicada às segundas, quintas e sextas-feiras.
Camilo mantém silêncio após indicação de Onélia para o TCE
Por ora, não se conhece reação do petista, cuja esposa é titular da Proteção Social do governo do aliado Elmano de Freitas (PT)
Foto: FERNANDA BARROS
FORTALEZA-CE, BRASIL, 22-11-2024: Expo Favela com a presença o ministro, Camilo Santana, o governador do Estado do Ceará, Elmano de Freitas e o youtuber, Felipe Neto. (Foto: Fernanda Barros/ O Povo)
O ministro Camilo Santana (Educação) manteve silêncio após indicação de Onélia Santana para vaga no TCE.
Por ora, não se conhece reação do petista, cuja esposa é titular da Proteção Social do governo do aliado Elmano de Freitas (PT), sucessor no Governo do Estado.
É bem possível que Camilo se preserve desse jeito, evitando o assunto espinhoso até que a poeira assente e o seu entorno tenha feito o trabalho braçal de defender a indicação.
É o modus operandi do ex-governador desde que se tornou o centro gravitacional do seu grupo político, delegar o enfrentamento direto em episódios mais desgastantes, como é naturalmente esse.
Foi mais ou menos assim quando a candidatura de Fernando Santana (PT) para a presidência da Assembleia Legislativa deflagrou uma guerra intestina na base.
Dias depois, com Fernando já fora do jogo, Camilo fez saber que a postulação do petista não tivera sua bênção, como também sua candidatura à Prefeitura de Juazeiro.
Dificilmente algo do tipo se repetirá com Onélia, por uma série de motivos, um dos quais é que a indicação da cônjuge talvez não fosse levada adiante à revelia de Camilo.
Digo, Onélia, que tem predicados, foi alçada a potencial conselheira do TCE (39 mil reais ao mês) menos por seus méritos do que pelo fato de que é casada com o líder de um grupo político cuja força se estende do Governo à Prefeitura da Capital, passando por ministério e outras gestões municipais interior adentro.
E que se nisso não se leia qualquer traço remoto de misoginia, claro. É apenas realpolitik em plena luz do dia, à direita ou à esquerda.
O resto é ginástica semântica para justificar o injustificável – ou escamotear o que está à frente do nariz.
Tampouco se trata de discutir a formação da secretária, que é até compatível com a média dos nomes mais políticos apresentados para compor o TCE.
O que não significa necessariamente um elogio, apenas o reconhecimento de que certa falta de critérios e de uma nota de corte mais rigorosa tornam elástica a margem de aceitação de novos membros no tribunal.
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