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Camilo tenta emplacar comando do PT sem aderir a nenhum campo
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Henrique Araújo é jornalista e doutorando em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará (UFC), com mestrado em Sociologia (UFC) e em Literatura Comparada (UFC). Cronista do O POVO, escreve às quartas-feiras no jornal. Foi editor-chefe de Cultura, editor-adjunto de Cidades, editor-adjunto de Política e repórter especial. Mantém uma coluna sobre bastidores da política publicada às segundas, quintas e sextas-feiras.

Camilo tenta emplacar comando do PT sem aderir a nenhum campo

Embora seja desde 2022 a maior estrela do seu grupo político, Camilo nunca conseguiu assegurar controle partidário
Guimarães lançou pré-candidatura ao Senado e crê no apoio do ministro Camilo Santana (Foto: Reprodução//instagram)
Foto: Reprodução//instagram Guimarães lançou pré-candidatura ao Senado e crê no apoio do ministro Camilo Santana

Lideranças petistas tentam coesionar o partido em meio a um risco de batalha campal na legenda, ou seja, uma disputa entre três grandes campos: o de “esquerda”, ligado à deputada federal Luizianne Lins, o “democrático”, do também deputado José Guimarães, e o “popular”, próximo de Camilo Santana e Elmano de Freitas, mas sem participação efetiva de ambos.

Esse é, aliás, um aspecto curioso na peleja interna que se abriu no partido: a “guerra por procuração” que Camilo trava com outras forças. Sem se expor, o ministro maneja peças para tentar emplacar aliados na presidência estadual e municipal.

O ex-governador tem preferido evitar deixar digitais em seus movimentos, de modo a contornar resistências dentro da agremiação.

Embora seja desde 2022 a maior estrela do seu grupo político, Camilo nunca conseguiu assegurar controle partidário.

No âmbito estadual, por exemplo, o PT está sob influência de Guimarães. Em Fortaleza, o quadro é mais fragmentado, com Luizianne concentrando uma parcela de poder na executiva municipal.

Desde a eleição de Elmano e posteriormente de Evandro Leitão, contudo, esse quadro vem se alterando.

Nesse contexto, uma ala petista resolveu criar um novo campo: o popular, conduzido por interlocutores tanto de Camilo quanto do prefeito da Capital e de Elmano.

A intenção do bloco é pleitear as direções estadual e municipal, seja com nome próprio ou apoiando alguém indicado por outra força, a exemplo do que pode acontecer caso as tratativas com Guimarães acabem dando certo.

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