João Paulo Biage é jornalista há 13 anos e especialista em Comunicação Pública. De Brasília, acompanha, todos os dias, os passos dos parlamentares no Congresso Nacional e a movimentação no Palácio do Planalto, local de trabalho do presidente. É repórter e comentarista do programa O POVO News e colunista do O POVO Mais
O PL divulgou reunião de líderes, assinaturas para o requerimento de urgência e votos para aprovar a matéria, mas nada ocorreu
Foto: SERGIO LIMA/AFP
Apoiadores do ex-presidente Bolsonaro depredaram os Três Poderes em Brasília, em 8 de janeiro de 2023
A terça-feira começou cheia de expectativas pelo avanço do projeto de lei da anistia. O líder do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, passou o fim de semana esquentando o tema nas redes sociais. O parlamentar disse ter 310 votos e 11 assinaturas para aprovar a urgência do texto. As assinaturas não apareceram e os votos ficaram escondidos. O PL da anistia segue na gaveta.
Sóstenes, também, garantiu que haveria reunião de líderes para tratar sobre o assunto. Não ocorreu. Hugo Motta, ao lado de Arthur Lira, recebeu os líderes individualmente e lembrou o acordo feito com todos os partidos da Casa: a Anistia só iria ao plenário após passar pelas comissões Especial e de Constituição e Justiça.
A base do governo aproveitou a oportunidade e desafiou os bolsonaristas. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, afirmou que Sóstenes está blefando sobre o número de votos e rechaçou as assinaturas dos líderes. “Eles estão conversando assinaturas de vice-lideres. Eu conversei com todos os líderes e não há todo esse apoio”, afirmou.
Cinco dos 11 signatários não são os verdadeiros representantes dos partidos.
Sem perspectivas, o PL tenta livrar Jair Bolsonaro da cadeia em outras frentes. A oposição trabalha na proposta de emenda à Constituição que quer acabar com o foro privilegiado e vai tentar suspender a ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF) STF, tendo o deputado Alexandre Ramagem como principal beneficiário.
Já os presidentes das casas legislativas, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, resistem. Não tratam o assunto de forma prioritária e julgam que a anistia não é assunto “de Brasil”. Assim, o projeto segue na gaveta e sem perspectiva.
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