Investimento alto, futebol pobre: Sport vive vexame histórico na Copa do Brasil
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Lucas Mota é editor-chefe de Esportes do O POVO e da rádio O POVO CBN. Estudou jornalismo na Universidade 7 de Setembro e na Universidad de Málaga (UMA). Ganhou o Prêmio CDL de Comunicação na categoria Webjornalismo e o Prêmio Gandhi de Comunicação na categoria Jornalismo Impresso, e ficou em 2º lugar no Prêmio Nacional de Jornalismo Rui Bianchi
Investimento alto, futebol pobre: Sport vive vexame histórico na Copa do Brasil
O desfecho nos pênaltis acrescentou uma dose extra de crueldade ao fracasso. Para piorar, dois dos principais reforços para 2025 falharam nas cobranças: o português Gonçalo Paciência e o colombiano Christian Rivera
Foto: Paulo Paiva / Sport Recife
Sport foi eliminado da Copa do Brasil pelo Operário-MT nos pênaltis
Alto investimento não garante resultado dentro de campo. O Sport abriu os cofres para montar um elenco milionário e ambicioso em 2025, com foco principal na disputa da Série A do Campeonato Brasileiro. No entanto, os quase R$ 60 milhões investidos apenas em contratações no início da temporada não foram suficientes para evitar um vexame histórico: a eliminação precoce na Copa do Brasil para o modestíssimo Operário-MT.
O Rubro-Negro pernambucano, sob o comando do técnico português Pepa, visitou o Operário em Cuiabá e não conseguiu balançar as redes nos 90 minutos. O Leão da Ilha voltou a exibir um futebol sem criatividade, pouco agressivo no terço final e com extrema dificuldade para furar a defesa adversária.
O desfecho nos pênaltis acrescentou uma dose extra de crueldade ao fracasso. Para piorar, dois dos principais reforços para 2025 falharam nas cobranças: o português Gonçalo Paciência e o colombiano Christian Rivera, a contratação mais cara da história do clube. No fim, o Operário venceu por 4 a 2 e avançou, deixando o Sport com uma das eliminações mais constrangedoras de sua trajetória.
A queda precoce é um golpe duro dentro do contexto atual do clube. Retorno à Série A, investimento pesado e promessas de recuperar o protagonismo no futebol nordestino. Até agora, a equipe pernambucana não transmite confiança e o trabalho de Pepa é decepcionante.
Além do adeus antecipado à Copa do Brasil, que impacta diretamente o orçamento do clube, o Sport acumula atuações questionáveis em 2025. Ainda não venceu nenhum clássico, seja estadual ou regional, contra Santa Cruz, Náutico e Fortaleza.
O Operário-MT, algoz do Leão, disputou até o ano passado a segunda divisão do Campeonato Mato-Grossense. Em 2025, sequer tem divisão nacional.
Pepa ameaçado no cargo?
O técnico português virou um dos principais alvos da insatisfação da torcida neste início de ano turbulento. Mesmo nas vitórias, o desempenho da equipe não convence. Após a eliminação, Pepa foi questionado sobre seu futuro no comando do Sport.
"Não tenho tempo sequer para pensar numa situação dessas, tenho tempo, sim, para refletirmos, para pensarmos o que estamos a conseguir fazer bem, e fecharmos, trabalharmos, termos a humildade para reconhecer que não estamos no melhor momento. Sinceramente, eu acredito muito no trabalho e só no trabalho", afirmou ele.
Pepa também reconheceu o impacto negativo da eliminação no planejamento do clube. "É uma eliminação que nos custa muito, muito. Ao estafe, aos jogadores, à comissão técnica, ao clube, à direção, à torcida, é um momento muito duro neste que estamos a sentir agora. Mas a única forma que temos de encarar isto é de frente. É muito duro agora, vai ser duro amanhã, mas é caminharmos em frente", disse.
"Fomos incompetentes dentro de campo, tínhamos de fazer mais e melhor. E vamos fazer mais e melhor", completou.
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