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Taxa do lixo no Cariri: um caminho sem volta
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Âncora e coordenador de Jornalismo da rádio O POVO CBN Cariri Já foi repórter da rádio O POVO CBN Cariri, em Juazeiro do Norte, e da rádio O POVO CBN, em Fortaleza. Atuou também no jornal O POVO, nas editorias de Cidades e Política. Atualmente, também é colaborador da editoria de Veículos do portal O POVO. Formado na Universidade Federal do Cariri (UFCA)

Taxa do lixo no Cariri: um caminho sem volta

O prefeito do Crato, André Barreto (PT), encabeça a briga contra a taxa. Defende que a população seja isenta e que o custo do serviço seja transferido para os cofres públicos por meio de subsídio direto à concessionária
ANDRÉ Barreto (PT) concorre a prefeito de Crato (Foto: Denilson Rodrigues/O POVO CBN Cariri)
Foto: Denilson Rodrigues/O POVO CBN Cariri ANDRÉ Barreto (PT) concorre a prefeito de Crato

É questão de tempo para contribuintes de nove municípios da região do Cariri começarem a pagar a indesejada taxa do lixo. Altaneira, Barbalha, Caririaçu, Crato, Farias Brito, Jardim, Missão Velha, Nova Olinda e Santana do Cariri fazem parte do Consórcio Intermunicipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (Comares), que concedeu o serviço de manejo de resíduos sólidos a uma empresa privada por 30 anos.

A concessionária é a Aegea Saneamento, que já sinalizou a tarifação como um caminho sem volta, com base no que foi acordado no contrato de concessão. Temendo estragos na popularidade, os prefeitos dos municípios afetados trabalham para evitar o pior —a implementação da taxa.

A detentora do serviço, por outro lado, faz valer o pragmatismo. “O nosso modelo de contrato foi estruturado pensando na sustentabilidade financeira por meio de tarifa”, assinalou a executiva Mariana Porto, da Aegea, em entrevista à rádio O POVO CBN Cariri.

Em que pese o componente político, a concessionária demonstra que não pretende abrir mão do que foi acertado em contrato com o Comares, em 2022. O consórcio sofre enorme pressão da classe política e tenta reverter o que o documento autoriza a empresa a fazer: tarifar a população para ofertar o manejo dos resíduos.

O prefeito do Crato, André Barreto (PT), encabeça a briga contra a taxa. Defende que a população seja isenta e que o custo do serviço seja transferido para os cofres públicos por meio de subsídio direto da Prefeitura à Aegea. Mas a empresa não parece simpática à ideia.

O presidente do Comares, Samuel Cidade (PT), prefeito de Santana do Cariri, tenta convencer a concessionária a flexibilizar os termos do contrato. Um dos pleitos é que a taxação seja aplicada somente aos grandes geradores de lixo (empresas que produzam mais de 100 kg/dia), deixando os imóveis residenciais de fora.

Apesar da investida, Cidade reconhece que não terá vida fácil nas negociações: “Todo serviço demanda custos. Alguém vai ter que pagar a conta”, disse o presidente à rádio O POVO CBN Cariri.

Com o contrato debaixo do braço, a Aegea tem o respaldo legal a seu favor para definir uma solução ao impasse. Não há dúvidas de que o dinheiro para bancar o serviço sairá do bolso dos contribuintes. Resta saber quais grupos serão taxados, e quando. Isso o relógio responderá.

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