
Jornalista especializado em esportes olímpicos. Trabalhos na TV Record, Yahoo, rádios Gazeta e Eldorado em São Paulo
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Fim dos pré-olímpicos e o boxe brasileiro terá dez atletas em Paris: cinco homens e cinco mulheres. Nove vagas foram obtidas nos Jogos Pan-Americanos e uma com Luis Bolinha, no 1º pré-olímpico mundial. No último pré-olímpico, nenhum dos três atletas brasileiros conseguiu vaga. Dentre eles Wanderson Oliveira, medalhista em mundial.
Na Olimpíada de Tóquio, o boxe com sete atletas trouxe três medalhas para o Brasil: ouro de Hebert Conceição, prata de Bia Ferreira e bronze de Abner Teixeira. Os dois últimos estarão em Paris. A natação também conseguiu três medalhas, um ouro e dois bronzes. O skate teve três medalhas, mas sem ouros. Assim, o boxe levou o título simbólico de “carro-chefe” do Brasil em 2021. Agora com dez nomes, as chances de repetir o resultado são boas.
No masculino o principal nome é Keno Marley, vice-campeão mundial em 2021. Precisa evitar dois cubanos antes das semifinais. Julio Cruz é bicampeão olímpico e derrotou Keno na final dos Jogos Pan-americanos em decisão polêmica dos árbitros. O outro é Loren Alfonso, cubano naturalizado pelo Azerbaijão, que derrotou Keno na final do mundial, também em análise a ser debatida.
Nas outras categorias, Luis Bolinha nos 57kg, Abner Teixeira na acima de 92kg e o vice campeão mundial Wanderley Pereira nos 80kg estão na lista dos que podem surpreender. Menores chances com Michel Trindade nos 51kg. O sorteio é fundamental. Ele determina suas chances, fugindo dos dois ou três principais favoritos nas duas primeiras lutas.
No feminino, as chances do Brasil são ainda maiores. Bia Ferreira nos 60kg é a grande favorita ouro. Bicampeã mundial e prata olímpica, ela já tem lutas como profissional. Suas principais adversárias serão a irlandesa que a derrotou em Tóquio, Kellie Harringthon, e a francesa também campeã olímpica, Estelle Moselly. A irlandesa não vive a mesma fase da Olimpíada anterior.
Nos 50kg, Caroline Almeida venceu os Jogos Pan-Americanos superando uma colombiana e uma americana que eram favoritas. Numa categoria que tem a turca Buso Naz e a chinesa Wu Yu como destaques, Caroline pode conquistar medalha. Mesma situação de Bárbara Santos nos 66kg. Nos 57kg, Jucielen Romeu disputou a última Olimpíada e evoluiu muito neste ciclo. No mundial, só perdeu da favorita da categoria a italiana Irma Testa. Evitando esta adversária antes da semifinal, também briga por pódio. Menores chances com Tatiana de Jesus nos 54kg.
O boxe brasileiro classificou mais atletas para Paris, do que potências como EUA, França e China.
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