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A arquitetura literomusical do Estoril: crônica-convite
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Marília Lovatel cursou Letras na Universidade Estadual do Ceará e é mestre em Literatura pela Universidade Federal do Ceará. É escritora, redatora publicitária e professora. É cronista em O Povo Mais (OP+), mantendo uma coluna publicada aos domingos. Membro da Academia Fortalezense de Letras, integrou duas vezes o Catálogo de Bolonha e o PNLD Literário. Foi finalista do Prêmio Jabuti 2017 e do Prêmio da Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil – AEILIJ 2024. Venceu a 20ª Edição do Prêmio Nacional Barco a Vapor de Literatura Infantil e Juvenil - 2024.

A arquitetura literomusical do Estoril: crônica-convite

Essa arquitetura literomusical será o palco do lançamento de "Tanta coisa a gente inventa", novo livro do Delirantes, Coletivo de Escritores. O evento acontece próximo dia 17, a partir de 18 horas
Tipo Crônica
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PRÉDIO DO ESTORIL foi tombado pela Prefeitura de Fortaleza em setembro de 1986 (Foto: Divulgação/Seinf)
Foto: Divulgação/Seinf PRÉDIO DO ESTORIL foi tombado pela Prefeitura de Fortaleza em setembro de 1986

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Perfeito o lugar da nossa homenagem a Fausto Nilo por seus 80 anos. Como arquiteto, ele concebeu o Centro Cultural Dragão do Mar e a reforma da recém-reinaugurada-linda-iluminada Ponte dos Ingleses, onde está “La Femme Bateau”, icônica escultura de Sérvulo Esmeraldo, e de onde se vê o mais belo pôr do sol no mar de Fortaleza. Fausto assina a Ponte e o Dragão com Delberg Ponce de Leon.

No entanto, é a boemia — arte cultivada à mesa — que liga ao Estoril o nome do compositor de cerca de 400 sucessos da MPB e que tem, entre intérpretes e parceiros, Ednardo, Fagner, Gal Costa, Ney Matogrosso, Chico Buarque, Geraldo Azevedo, Elba Ramalho, Dominguinhos, Moraes Moreira, Simone, Amelinha, Lulu Santos, Luiz Gonzaga e Belchior. Desses, os músicos cearenses eram figurinhas certas do ambiente nos anos 70 e 80, acolhedor também de poetas, cronistas, intelectuais das mais diversas áreas.

Atual sede da Secretaria Municipal de Turismo (SETFOR), antes residência, chamou-se Vila Morena. A construção — originalmente de taipa — foi um palacete edificado nos idos de 1920 em homenagem à Dona Francisca Frota Porto, quando a Praia de Iracema era a Praia do Peixe. No início dos anos 40, abrigou os soldados norte-americanos e no final da mesma década, recebeu o nome Estoril, um resgate da ascendência portuguesa de José Magalhães Porto, o marido da morena. Por reunir tantos significados históricos e culturais, essa arquitetura literomusical será o palco do lançamento de “Tanta coisa a gente inventa”, novo livro do Delirantes, Coletivo de Escritores.

Os contos da coletânea são inspirados na produção de Fausto Nilo, a orelha é de autoria de Karla Patrícia Martins, e os textos da quarta capa são de Stênio Gardel, Natércia Pontes, Jards Macalé e Raimundo Fagner. O evento ainda contará com uma apresentação de Humberto Pinho, interpretando as canções que ancoram as narrativas. Para conferir tudo isso, vale ir ao Estoril, na quinta-feira, 17/10, das 18h às 20h. Convidada de honra, Dorothy L’amour, confirmou a presença.

Foto do Marília Lovatel

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