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Transporte urbano e a nova realidade dos elétricos
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Jornalista, colunista de Economia da rádio O POVO/CBN; Coordenador de Projetos Especiais do Grupo O POVO DE COMUNICAÇÃO; Co-Autor do livro '50 Anos de Desenvolvimento Industrial do Ceará' e autor dos 'Diálogos Empresariais', dois livros reunindo depoimentos de líderes empreendedores do Estado do Ceará

Transporte urbano e a nova realidade dos elétricos

O ônibus movido ao velho diesel, além de poluidor, é barulhento e desconfortável, ao contrário dos ônibus elétricos.
Tipo Opinião
Brasília - Brasil entra com atraso na produção de ônibus elétrico
Fábio Pozzebom/ABr (Foto: Fábio Pozzebom)
Foto: Fábio Pozzebom Brasília - Brasil entra com atraso na produção de ônibus elétrico Fábio Pozzebom/ABr

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O Brasil está na rabeira na América Latina em termos de transformação do seu transporte público para o de ônibus elétricos. E no Brasil, o Ceará ainda nem andou nessa direção. Nem nos planos e discursos dos futuros administradores de Fortaleza, que ora disputam o segundo turno das eleições. Entre as capitais brasileiras, São Paulo, Vitória e Salvador lideram bisonhamente a corrida.

Estou falando da transição energética de combustíveis fósseis para veículos elétricos, corrida em que estão enfiadas as mais fortes economias do mundo tendo em vista a redução de emissões de carbono na atmosfera. O transporte público movido a diesel é uma violência ambiental nas grandes cidades e aos poucos está sendo eliminado pelos gestores municipais. Aos poucos.

Dos 5.899 ônibus elétricos em circulação na América Latina, apenas 602 rodam no Brasil, enquanto no Chile estão em operação perto de 2.700 veículos coletivos. Sem esquecer que o Brasil detém 32% da população do continente. Como se nota pelos números do E-Bus Radar, estamos mais que atrasados no processo de eletrificação do transporte público.

O futuro gestor de Fortaleza e de outras importantes cidades do País não têm saída e deverão se focar no tema quando da elaboração de seus futuros orçamentos. O ônibus movido ao velho diesel, além de poluidor, é barulhento e desconfortável, ao contrário dos elétricos. Além disso, a redução do número de passageiros no transporte coletivo é agora atribuída não somente à epidemia da COVID, mas também à caducidade do sistema. E com isso progridem o Uber e, pasmem, o mototáxi inseguro e desconfortante, atazanando o tráfego.

A extensa malha para a circulação de bikes tem sido um diferencial para Fortaleza, todavia pouco estimulada no seu uso. Para ser incluída no ranking de cidades inteligentes, a mobilidade urbana da cidade tem muito o que avançar ante a primariedade de sua infraestrutura de serviços.

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