
Cineasta e escritor
Cineasta e escritor
O Sertão Central cearense, capitaneado por Quixadá e Quixeramobim, vive um novo ciclo de desenvolvimento cultural, social e econômico, embora persistam problemas antigos de desigualdade social e questão fundiária, que impedem seu pleno florescimento.
Ressalto não só a importância histórica, as belezas naturais e o potencial turístico, industrial, agrícola e pecuário, mas também a oferta de serviços e o crescente comércio regional.
O mais importante: a região avança como destacado polo educacional e universitário do Nordeste e revela enorme vocação cultural e artística, que me parece ser o maior tesouro dessa terra. Existem projetos de pesquisa, extensão e cursos de qualificação acadêmica e profissional, o que sinaliza novas oportunidades para as populações locais, sobretudo de sua parcela jovem.
Palco privilegiado de grandes filmes já realizados, o Sertão Central aguarda uma Faculdade de Cinema e Novas Mídias, podendo se tornar um importante polo cinematográfico, além de se abrir a centros tecnológicos e científicos e às avançadas tecnologias de games e softwares.
Equipamentos culturais como a Casa de Saberes Cego Aderaldo e a Casa de Antônio Conselheiro (Secult/CE), entre outros, comprovam isso, oferecendo ações, espaço de atuação e programas ativos e animadores. Agora, vislumbra-se a criação da Casa Museu Cego Aderaldo, voltada para estudos de literatura e música populares.
Os municípios da região podem oferecer ampla programação cultural conjunta, minimizando custos e ganhando maior visibilidade na mídia. Talvez se retome o Festival Internacional de Trovadores e Repentistas, reunindo artistas contemporâneos e tradicionais do Brasil e de outros países, como ocorreu em 2004/2005, evento que marcou a história da cultura cearense, com palcos em Quixadá e Quixeramobim para grandes públicos.
A terra de Fausto Nilo, Maria Luiza, Rachel de Queiroz, Cego Aderaldo, Jáder de Carvalho e Antônio Conselheiro, entre tantos outros, palmilhada por figuras como Padre Ibiapina e Oliveira Paiva, representa no Ceará contemporâneo uma grande promessa. Os governos do Estado do Ceará e da União precisam apostar alto no desenvolvimento do Sertão Central, pois o retorno será positivo e, certamente, surpreendente. n
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