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O DNA do Vozão
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Carioca de nascimento, mas há décadas radicado no Ceará, Sérgio Rêdes — ou Serginho Amizade, como era conhecido nos campos —, foi jogador de futebol na década de 1970, tendo sido meia de clubes como Ceará, Fortaleza e Botafogo-RJ. Também foi técnico, é educador físico, professor e escritor. É ainda comentarista esportivo da TVC, colunista do O POVO há mais de 20 anos e é ouvidor da Secretaria do Esporte e Juventude do Estado

O DNA do Vozão

Com os últimos resultados, o Ceará animou seus torcedores e voltou a disputar uma vaga para a Primeira Divisão. O time está jogando bem e parece ter encontrado a sua melhor formação
Tipo Crônica
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Jogadores do Ceará posam para foto no jogo Ceará x Sport, no Castelão, pelo Campeonato Brasileiro Série B 2024 (Foto: Lucas Emanuel/FCF)
Foto: Lucas Emanuel/FCF Jogadores do Ceará posam para foto no jogo Ceará x Sport, no Castelão, pelo Campeonato Brasileiro Série B 2024

Dei uma olhada nos números do Ceará e fiquei impressionado com a produção ofensiva: Erick Pulga, sete gols; Aylon, seis; Saulo Mineiro, seis; Facundo Barceló, quatro; Lourenço, quatro; Ramon Menezes, dois; e uma turma de sete jogadores com um gol cada.

Trinta e seis gols tornam o ataque do Vovô o mais positivo do campeonato da Série B. Por outro lado, a defesa é uma das piores. Já tomou 28 gols e essa falta de equilíbrio entre defesa, meio-campo e ataque é responsável pelos momentos ruins na competição.

O lado esquerdo do Ceará, composto, no momento, por Mateus Bahia, Lucas Mugni e Erick Pulga, é o ponto forte. Da esquerda para dentro da área adversária ocorrem a maioria dos lances. Todos os três são muito habilidosos e criam diversas jogadas.

Se por um lado esse trio ofensivo toca o terror no campo do adversário, por outro lado Mateus Bahia encontra dificuldades na marcação e frequentemente é visto tentando resolver uma jogada de frente para seu goleiro e com a bola quicando entre ele e o adversário.

O lado direito ofensivo do Ceará está entregue ao Saulo Mineiro. Torcedores “iluminados” se queixam de sua pouca técnica e de algumas jogadas sem pé nem cabeça. Lembro que é um dos artilheiros. Rompedor, com força, velocidade, raça e volta para marcar.

As boas notícias correm por conta da defesa não ter sofrido nenhum gol nos últimos jogos. A presença de Richardson dando cobertura aos zagueiros, e João Pedro, zagueiro que veio da base do Corinthians, nos mostrou segurança e, além de ser técnico, é bom nas bolas altas.

Aliás, por falar em base, vi numa partida da Copinha de janeiro um garoto chamado Daniel, que entrou no segundo tempo contra o São Paulo e fez o gol do empate. Jogava do lado direito com o pé esquerdo. Driblava para dentro, em cima do pé de apoio do seu marcador. Nunca mais vi.

Com os últimos resultados, o Ceará animou seus torcedores e voltou a disputar uma vaga para a Primeira Divisão. O time está jogando bem e parece ter encontrado a sua melhor formação. Quando vejo o Richardson jogando sem tomar cartão amarelo é sinal que as coisas vão bem.

Foto do Sérgio Rêdes

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