Carioca de nascimento, mas há décadas radicado no Ceará, Sérgio Rêdes — ou Serginho Amizade, como era conhecido nos campos —, foi jogador de futebol na década de 1970, tendo sido meia de clubes como Ceará, Fortaleza e Botafogo-RJ. Também foi técnico, é educador físico, professor e escritor. É ainda comentarista esportivo da TVC, colunista do O POVO há mais de 20 anos e é ouvidor da Secretaria do Esporte e Juventude do Estado
O que Saulo Mineiro fez contra o Botafogo-SP apagou todas as jogadas que tenha desperdiçado durante a sua vida. Será lembrado durante toda a sua existência por essa partida
Foto: Felipe Santos / Ceará SC
Atacante Saulo Mineiro comemora gol no jogo Botafogo-SP x Ceará pelo Campeonato Brasileiro Série B 2024
Torcedores do Ceará cruzam comigo pelas ruas da cidade e, ansiosos, me perguntam a mesma coisa: "O Ceará sobe?". Não tenho resposta, mas paro e converso com eles, procurando uma saída. Outro dia, o Falcão me convidou para ir ao "Leruaite" e perguntou o meu time.
Respondi que gostava do Vasco, Fortaleza e Ceará. O Válber Benevides (craque chargista) faz a caricatura de quem vai ao programa. Fez a minha com uma camisa branca, preta, vermelha e azul e desenhou nela os escudos dos três clubes. Botei moldura e pendurei na parede.
Entendo que o técnico Léo Conde conseguiu dar equilíbrio ao time. Durante todo o segundo turno do Campeonato Brasileiro, ou seja, na sua gestão, fortaleceu o lado esquerdo, onde Mateus Bahia e Erick Pulga já se entendiam, com a presença de Lucas Mugni.
O setor ofensivo do lado direito sempre teve suas limitações. Quando o Ceará avançava de posse da bola por aquele espaço do campo, as jogadas se tornavam improdutivas por não ter um ou mais especialistas que jogassem por esse lado do campo.
Quem travava uma luta com a bola e com os adversários por esse lado do campo era Saulo Mineiro, que ora frustrava o torcedor, desperdiçando jogadas, ora encantava o torcedor com suas arrancadas. Um instante, caro leitor, tenho que tirar o chapéu para Saulo Mineiro.
Aqui param todas essas minhas tentativas de analisar futebol. O que ele fez contra o Botafogo-SP apagou todas as jogadas que tenha desperdiçado durante a sua vida. Será lembrado durante toda a sua existência por essa partida em uma noite de Ribeirão Preto.
O famoso hat-trick! Três gols e um passe para o quarto. E pensar que, vez por outra, ele ensaiava o que fazer e encontrava dificuldades para completar. Sua atuação entra para a história. Saulo, em hebraico, significa "rezar". Nessa noite, os Deuses do futebol reconheceram sua dedicação e seu esforço.
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