Carioca de nascimento, mas há décadas radicado no Ceará, Sérgio Rêdes — ou Serginho Amizade, como era conhecido nos campos —, foi jogador de futebol na década de 1970, tendo sido meia de clubes como Ceará, Fortaleza e Botafogo-RJ. Também foi técnico, é educador físico, professor e escritor. É ainda comentarista esportivo da TVC, colunista do O POVO há mais de 20 anos e é ouvidor da Secretaria do Esporte e Juventude do Estado
Foto: Rafael Ribeiro/CBF
O Brasil enfrenta Senegal em amistoso
Subo na escada e procuro um texto na estante. Esbarro num Dicionário, e livros e pastas vão ao chão. Pego uma das pastas e leio o índice: o caderno de Esportes de O POVO e do Diário do Nordeste comemorando o tetracampeonato mundial de futebol de 1994, nos EUA.
Presentes do meu prezado amigo Mario Mamede, que, embora quase não demonstre, sempre gostou de futebol. Recentemente me enviou um texto lembrando dos tempos de menino, quando era zagueiro, e as idas até o Estádio Presidente Vargas, levado pelo seu tio Valdo.
Foi ali que viu, emocionado, e ficou rouco de tanto gritar, um gol de Pacoti aos 45 minutos do segundo tempo. Hoje sensibilizado pelas lutas e resistência do Sindicato dos Ferroviários, torce pelo Tubarão da Barra. Não vai mais aos estádios, mas assiste pela televisão.
Saudoso de um belo espetáculo, tem assistido, decepcionado, aos jogos da seleção e, longe de ser um especialista em técnica e tática, sua vasta experiência como ortopedista e a convivência com esportistas permitem que ele tenha um olhar médico sobre os astros da bola.
Concentrou-se em Vini Jr. Curvou-se a sua maestria, a elegância com que trata a bola, e a força e a velocidade que o impulsionam em direção à meta adversária em busca do gol. Falou do respeito pelas suas atitudes corajosas ao bater de frente com os racistas.
Ressalta que essa altivez na defesa de sua raça ganha cada vez mais espaço à medida que está relacionada a uma postura de humildade com os adversários e o público. Um comportamento que faça crescer sua empatia junto aos seus adversários e companheiros de equipe.
É uma equação que exige esforço, controle emocional e mudança de atitude. Encontrar esse equilíbrio é inadiável. É preciso que o Vini Jr. entenda que humildade e gentileza geram melhores resultados do que ficar catimbando e atraindo a antipatia de todos.
Atravessando, junto com a seleção brasileira, esse mau momento e sofrendo pressões por todos os lados, arrisco dizer que, caso não mude o seu comportamento, atrairá tudo que for ruim, e aí pior para ele — e para a seleção —, o que, sinceramente, não desejo.
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