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Julgamento de professores por protesto de 2011 na Alece é adiado para 2025
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Vertical política

Julgamento de professores por protesto de 2011 na Alece é adiado para 2025

Ausência do ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, uma das testemunhas de acusação, foi o motivo do adiamento
Assembleia Legislativo do Estado do Ceará (Alece) (Foto: Bia Medeiros/Alece)
Foto: Bia Medeiros/Alece Assembleia Legislativo do Estado do Ceará (Alece)

O julgamento de dois professores denunciados por protesto em 2011 na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) foi adiado para 2025. O caso iria ser julgado na manhã desta terça-feira, 30, na 11ª Vara Criminal de Fortaleza.

O motivo do adiamento da audiência de instrução foi a ausência de uma das testemunhas de acusação, o ex-prefeito de Fortaleza e presidente da Alece na data do ocorrido, Roberto Cláudio (PDT).

Arivaldo Freitas e Ronaldo Rogério são acusados de depredação e resistência à lei durante protesto da categoria na Alece em 2011, que acabou em confronto com a PM.

Em 2018 os dois rejeitaram acordo na Justiça que propôs a suspensão condicional do processo. A suspensão condicional se trata de benefício concedido a quem não responde a outro processo criminal e é acusado por crime cuja pena mínima é inferior a um ano.

Caso tivessem aceitado o acordo, os acusados admitiriam culpa nos crimes e não seriam réus. Precisariam, todavia, comparecer ao fórum todos os meses, durante dois anos. Além disso, não poderiam se afastar da comarca de Fortaleza. Outra condição seria pagar os prejuízos apontados pela Assembleia Legislativa e pela Polícia Militar.

No dia do confronto, professores tentavam participar da sessão que votava o plano de carreira dos docentes que havia sido enviado à Assembleia pelo então governador Cid Gomes.

Porém, as portas de entrada das galerias da Alece estavam fechadas e o circuito de TV desligado. Ainda assim, a proposta foi votada pelos deputados. O presidente da Casa à época era Roberto Cláudio, ex-prefeito de Fortaleza. Mesmo após 13 anos, o caso segue sem julgamento

Por Yuri Gomes - Especial para O POVO

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