Cerca de 39 açudes estão sangrando no Ceará nesta terça-feira, 1º. O levantamento está disponível no Portal Hidrológico do Ceará — painel que monitora as barragens do Estado —, da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos e da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh).
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Entre os açudes que atingiram a capacidade máxima está o Arneiroz II, localizado no município de Arneiroz, que sangrou no último dia 23, após 17 anos sem atingir o limite máximo. A última vez que a barragem atingiu o pico, foi em 2008. A capacidade do açude é de 178,13 milhões de m³.
As águas do açude agora seguem pelo leito do Rio Jaguaribe em direção ao açude Orós.
No ranking de maiores açudes do Estado, ele está em 15° lugar, sendo o maior açude da região dos Inhamuns.
Itaúna
Tucunduba
Várzea da Volta
São Vicente
Jenipapo
Acaraú Mirim
Sobral
Forquilha
Arrebita
Missi
São Pedro Timbaúba
Santa Maria de Aracatiaçu
Gerardo Atimbone
Gameleira
Quandú
Itapajé
Mundaú
Sítios Novos
Cauhipe
Catucinzenta
Malcozinhado
Pacajus
Acarape do Meio
Itapebussu
Amanary
Germinal
Aracoiaba
Tijuquinha
Pesqueiro
Frios
Caxitoré
Trici
Sucesso
Do Batalhão
Benguê
Caldeirões
Arneiroz II
Olho d’Água
Rosário
Outros dois açudes que atingiram a capacidade máxima foram o Rosário e Olho d´Água, ambos no Cariri. À rádio O POVO CBN Cariri, o gerente regional da Cogerh no Cariri, Emídio Clebson, afirma que o cenário já era esperado pelo órgão.
A expectativa é que mais dois açudes devem atingir suas capacidades máximas: o açude Ubaldinho, em Cedro; e o açude Cachoeira, em Aurora. Ambos estão com 98,46% e 95,12% de seus limites.
Emídio afirma que, após o período pós-chuvas, o cenário hídrico deve ser considerado positivo em partes, pois há “situações preocupantes” na região do Cariri cearense.
Um exemplo citado por ele é o açude Jenipapeiro II, localizado no município de Baixio. “Ele serve para abastecimento humano dos municípios de Ipaumirim e Umari, abastece esses municípios e encontra-se hoje com apenas 7,17% de sua capacidade de armazenamento”.
O gerente regional cita que o Comitê Integrado de Segurança Hídrica está buscando soluções como a perfuração de poços para não ter uma surpresa de colapso. “A gente se antecipa buscando soluções ou medidas para amenizar o impacto causado pela escassez hídrica nesses municípios”.
Conforme Emídio, a Cogerh tem monitorado 15 barragens da região do Cariri, para que não haja nenhum rompimento. “Nossas equipes estão visitando esses reservatórios, fazendo correções em possíveis anomalias existentes, mas tá tudo dentro sob controle, tudo dentro das normalidades”, acrescenta.