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PMMA: profissionais alertam para os riscos e cuidados
Ciência e Saúde

PMMA: profissionais alertam para os riscos e cuidados

| Estética | Usada para preenchimento labial, o polimetilmetacrilato vem gerando alerta sobre o seu uso
Edição Impressa
Tipo Notícia

Aumento no volume dos lábios, a perda do contorno labial e a melhora da hidratação. Esses são alguns motivos que estão levando cada vez mais pessoas a buscarem o preenchimento labial; fenômeno que vem ganhando força na internet, principalmente entre famosos
e influencers.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), mais de 1,5 milhão de procedimentos estéticos são feitos no Brasil anualmente. O preenchimento labial é o segundo procedimento não cirúrgico de harmonização facial mais realizado pelos profissionais da área.

Entre os métodos utilizados, o ácido hialurônico, conhecido por sua biocompatibilidade com o organismo, é amplamente preferido. No entanto, alguns profissionais ainda optam pelo uso de polimetilmetacrilato (PMMA), uma substância plástica que vem levantando preocupações devido aos riscos associados e aos diversos relatos negativos surgidos após
o procedimento.

"O PMMA é um preenchedor permanente no qual a substância é um silicone sintético, um plástico que quando colocado no organismo não é absorvível. Uma vez colocada ela vai durar para sempre", explica a dentista e biomédica Ana Amélia, especialista em harmonização facial.

Para ela, os riscos são justamente por ele não ser biocompatível. Ou seja, não ser absorvido pelo nosso organismo, podendo ocasionar embolia pulmonar, necrose e diversas outras patologias decorrente desse procedimento. Além disso, pode levar ao acúmulo de substâncias tóxicas e ao desenvolvimento de granulomas, nódulos inflamatórios difíceis de tratar.

O PMMA pode ainda se deslocar ao longo do tempo, resultando em assimetrias e deformidades que frequentemente requerem procedimentos corretivos. "A reversão só acontece cirurgicamente, e na cirurgia precisa também retirar o tecido, então há uma mutilação", alerta.

Para ela, o ideal é sempre buscar o uso do ácido hialurônico, que por ser um produto biocompatível — sendo absorvido pelo nosso organismo —, pode ser revertido de forma saudável e sem causar danos para o paciente.

"É fundamental que as pessoas interessadas em procedimentos estéticos optem por profissionais qualificados e experientes".
(Rafael Santana)

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