O mesatenista brasileiro Hugo Calderano confirmou o favoritismo e venceu, ontem, o jovem francês Alexis Lebrun, de 20 anos, por 4 games a 1. Com o resultado, o carioca de 28 anos iguala o melhor resultado do País na história de Olimpíadas, quando o próprio Calderano chegou às quartas de final em Tóquio-2020.
O melhor mesatenista da história do continente americano volta a quadra já na manhã de hoje, às 6 horas (de Brasília), para encarar o sul-coreano Jang Woo-jin. Três anos atrás, foi justamente ao vencer o rival desta quinta-feira que Calderano atingiu as quartas de final em Tóquio. Ele acabaria derrotado pelo alemão Dimitrij Ovtcharov, que ficaria com o bronze na Olimpíada passada.
O bronze, no tênis de mesa, costuma ser a medalha mais celebrada. Isto porque, historicamente, as medalhas de ouro e prata ficam com dois chineses. No ranking mundial, os quatro mais bem ranqueados são da China. Calderano é o sexto, e Jang, o 13º.
Acontece que, nesta Olimpíada, o brasileiro pode ter uma chance rara de ser finalista. Melhor mesatenista da atualidade, o número 1 do mundo, Wang Chuqin, foi surpreendentemente eliminado. Ele cruzaria com Calderano se ambos chegassem às semifinais.
O feito foi do sueco Truls Möregårdh, de 22 anos, ainda na terceira rodada do torneio olímpico. O jovem, apenas o 26 do mundo, venceu Chuqin por 4 a 2 e já está nas quartas de final, nas quais encara o egípcio Omar Assar, 22 no ranking.
No outro lado da chave, o chinês remanescente, Fan Zhendong (vice-líder do ranking olímpico), encara o japonês Tomokazu Harimoto (#8). Já o fenômeno francês Felix Lebrun (#3), de 17 anos, pega o taiwanês Lin Yun-Ju (#5). Felix é irmão mais novo de Alexis, derrotado por Calderano.