Adaptação, pressão por substituir Caio Alexandre e título da Sul-Americana em foco. O volante Matheus Rossetto, em entrevista exclusiva ao programa Esportes do POVO, da Rádio O POVO CBN, ontem, contou detalhes dos bastidores sobre sua chegada ao Fortaleza e do que projeta para o futuro. O desejo é ficar no Pici para além de 2024, já que seu vínculo contratual com o clube termina neste ano.
"Gostaria muito de ficar, mas no meu pensamento agora não é focar só nisso, mas continuar performando a cada partida. A renovação é só um detalhe, o mais importante é o Fortaleza. Estou muito feliz de estar fazendo parte, a comissão me dá muito suporte. [...] Então estou focado em trabalhar e desempenhar bem dentro de campo. No final do ano, conquistando nosso objetivo, podemos voltar a conversar sobre", disse.
Após um início marcado por lesão e demora para estrear, Rossetto vem ganhando espaço na equipe titular de Vojvoda e tem aproveitado as chances. Contratado em fevereiro, após deixar o Atlanta United, dos Estados Unidos, onde ficou por quatro temporadas, o volante comentou que precisou passar por um processo de adaptação à cidade e também ao intenso calendário de jogos no Brasil.
"Foi mais adaptação. Eu estava no Atlanta, é diferente o calendário de jogos. A temperatura também influencia. Lá é muito frio, aqui é quente o ano inteiro. Mudou bastante minha rotina. O importante é entender o que o treinador pede e eu fico feliz pelo Vojvoda me dar oportunidades", analisou.
A chegada de Rossetto ao Pici se deu, em especial, para preencher a lacuna no elenco deixada após a saída de Caio Alexandre ao Bahia. Rossetto evitou comparações com o ex-camisa 8 tricolor — que havia sido um dos principais destaques do time em 2023 —, mas citou a pressão em substituí-lo.
"Sobre o outro jogador que estava aqui, Caio Alexandre, eu fiquei sabendo na minha chegada. mas não me citaram (em comparação). É normal (a pressão), eu sentia um pouco de falta dessa pressão. Lá (EUA) é diferente do que no Brasil, e era disso que eu precisava", contou.
O camisa 16 enfatizou ainda que Bruno Costa, executivo de futebol do Tricolor, teve papel importante em sua contratação. O dirigente do Leão, que chegou ao Pici após atuar por um tempo na MLS, a liga de futebol dos Estados Unidos, ligou para o volante e o convenceu a escolher o time cearense.
"É um clube que está crescendo bastante, já vinha acompanhando nos últimos anos e o convite veio através do Bruno Costa, foi até de surpresa. Ele me ligou, meu empresário conversou comigo sobre o interesse, e ele me apresentou o projeto do clube, ambições, o Vojvoda, e me despertou muito o interesse de vir", destacou.
Dentre os objetivos do Tricolor na atual temporada, o volante apontou a conquista da Copa Sul-Americana como uma das principais prioridades.
“Libertadores é o nosso principal objetivo, mas o primeiro de tudo é ter a Sul-Americana, que batemos na trave e agora estamos de volta focados. Queremos conquistar esse título (Sul-Americana) e também a vaga na Libertadores, ficando entre os quatro”, revelou.
Fortaleza tem retrospecto recente positivo contra Cruzeiro; veja histórico
Se entre 1973 e 2006 houve uma soberania do Cruzeiro em duelos contra o Fortaleza, atualmente o cenário é diferente. Desde o Brasileirão de 2019, o Tricolor do Pici passou a levar vantagem contra a equipe mineira e perdeu apenas uma partida das cinco que fizeram neste recorte.
O Leão e a Raposa chegaram a ficar 13 anos sem se enfrentar. O reencontro aconteceu na temporada de 2019, quando disputaram duas partidas pela Série A do Campeonato Brasileiro. Naquela ocasião, o escrete vermelho-azul-e-branco venceu no primeiro turno e empatou no segundo — o Cabuloso acabou rebaixado à Série B.
Com o Cruzeiro na Segunda Divisão, os times só voltaram a se enfrentar na temporada de 2023, com uma vitória para cada lado. Na atual temporada, o primeiro embate terminou empatado por 1 a 1, na Arena Castelão, pela segunda rodada da Série A. Ou seja, dos últimos cinco embates contra a Raposa, o Tricolor venceu dois, empatou dois e perdeu um.
Antes de 2019, Fortaleza e Cruzeiro haviam feito 11 partidas, com larga vantagem de resultados positivos para a equipe mineira. Destes confrontos, o Cabuloso venceu sete, além de três empates. O único triunfo tricolor aconteceu no Brasileirão de 2005, quando derrotou a Raposa por 3 a 1 na capital cearense.
Na próxima segunda-feira, 5, Fortaleza e Cruzeiro fazem o 17º jogo da história do confronto. A partida acontece no estádio Kléber Andrade, em Cariacica (ES), às 21 horas, pela 21ª rodada da Série A.