Logo O POVO+
Equilíbrio entre defesa e ataque e força caseira: como o Ceará pode vencer o Grêmio
Esportes

Equilíbrio entre defesa e ataque e força caseira: como o Ceará pode vencer o Grêmio

Jogar ao lado da torcida tem sido um trunfo para o time, mas, no nível de competitividade da Série A, apenas isso não basta
Edição Impressa
Tipo Notícia Por
Galeano tem conquistado espaço como titular 
do Alvinegro (Foto: Samuel Setubal)
Foto: Samuel Setubal Galeano tem conquistado espaço como titular do Alvinegro

O empate contra o RB Bragantino-SP já ficou para trás em Porangabuçu. Agora, o foco do Ceará está totalmente voltado para o confronto de sábado, 5, às 18h30min, quando recebe o Grêmio na Arena Castelão, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro.

O duelo inicial na competição nacional trouxe lições para Léo Condé e seus comandados. O treinador, portanto, trabalha na melhor estratégia para superar o Imortal.

O Alvinegro tem a seu favor o fator casa. Já se passaram oito meses desde a última vez que o Vovô foi derrotado atuando em Fortaleza, contra o Mirassol-SP, ainda na Série B do ano passado, no dia 17 de agosto. Desde então, a equipe soma 19 vitórias e três empates nas 22 partidas disputadas em solo alencarino.

Jogar ao lado da torcida tem sido um trunfo para o time, mas, no nível de competitividade da Série A, apenas isso não basta. É preciso um trabalho tático bem estruturado.

O primeiro passo é recuperar a solidez defensiva. Nos últimos três jogos, a equipe sofreu seis gols: um contra o Fortaleza, três diante do Bahia e dois frente ao Massa Bruta.

A repetição desse cenário preocupa, afinal, os três adversários fazem parte da elite do futebol brasileiro. Ainda assim, o Ceará só saiu derrotado em uma dessas partidas (contra o Bahia) — já contra o Fortaleza, o empate garantiu o título cearense.

Para se ter uma base: em 18 jogos na temporada, o Vovô sofreu 13 gols, com média de 1,38 por partida. Considerando apenas os confrontos mais recentes, esse índice sobe para dois gols por jogo, um aumento considerável diante do nível dos oponentes.

Outro ponto de atenção são as pontas. Com a contusão de Pedro Henrique, que se recupera de uma lesão colateral medial no joelho, os lados do campo se tornaram motivo de preocupação em Porangabuçu. Aylon e Fernandinho são as opções do momento, mas não vêm agradando.

O primeiro está no Vovô desde a temporada passada, mas atuava principalmente como centroavante — mais voltado ao falso 9. Jogando pelos lados do campo, vem sendo criticado pela torcida e se mostrando, até certo ponto, ineficiente para o que é pedido por Léo Condé.

Fernandinho, por sua vez, embora tenha começado a temporada em bom nível e já some quatro gols e uma assistência, não vem mantendo regularidade. Galeano, que iniciou o ano entre os titulares, acabou virando reserva, mas sempre que entra em campo contribui e deixa sua marca — foi assim contra Confiança, Juazeirense e Bahia, por exemplo.

Dessa forma, encontrar equilíbrio entre os setores pode ser o principal caminho para sair vencedor no duelo entre cearenses e gaúchos. Além disso, contar com a fase inspirada do centroavante Pedro Raul, que já soma seis gols em sete jogos, pode fazer a diferença.

O que você achou desse conteúdo?