"O tempo que leva para a estrela se formar é algo muito variável, depende basicamente da quantidade de matéria que havia disponível no fragmento do qual ela se originou", explica Romário Fernandes, capitão do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (CBMCE) e professor de Astronomia.
Fernandes alinha que quando existe muita massa disponível, há um processo mais rápido para a formação da estrela. "Quanto mais massa o fragmento original tiver, mais rápido ele se torna uma estrela, ele atravessa a etapa de proto estrela e se torna uma estrela", pontua.
O astrônomo complementa dizendo que quando o fragmento se torna uma estrela, ele evolui mais rápido. No processo de evolução estelar, ela passa pelas fases de sua vida mais rapidamente, sendo as estrelas menores mais frias e com maior tempo de vida - que inclusive são as mais numerosas do universo, as conhecidas estrelas vermelhas.
As estrelas vermelhas são as menores e mais frias estrelas do universo que nascem do fragmento de nuvem que alcança apenas dez milhões de graus, não mais que isso. Vermelho porque, paradoxalmente, é a cor mais fria.
"Quando temos um objeto na temperatura ambiente da terra, estamos emitindo luz só que pela faixa do infravermelho, que os olhos não vêem. Quando você esquenta mais as coisas, a primeira faixa de radiação eletromagnética na qual a emissão começa acontecer é no vermelho, que é a faixa mais longa e menos energética",explica.
"Quando a temperatura é maior, mais energética a onda fica. Então são as cores do arco-íris de forma contraintuitiva, temos estrelas vermelhas, laranjas, amarelas, brancas, azul claro e azul escuro. A cor depende da temperatura e a temperatura depende da massa", detalha.