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Oposição acusa Maduro de dificultar voto e exige participar da apuração
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Oposição acusa Maduro de dificultar voto e exige participar da apuração

| ELEIÇÕES NA VENEZUELA | População venezuelana escolheu nas urnas o dirigente do país numa eleição acirrada
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VENEZUELANOS durante votação neste domingo  (Foto: JAIME SALDARRIAGA / AFP)
Foto: JAIME SALDARRIAGA / AFP VENEZUELANOS durante votação neste domingo

A campanha do candidato opositor à presidência da Venezuela, Edmundo González Urrutia, disse ontem que o índice de participação na eleição deve chegar a 54,8%. O número foi projetado com base nos relatos de fiscais de mesa com acesso às zonas de votação. Se confirmado, deve favorecer a chapa da Plataforma Unitária Democrática (PUD), liderada pelos antichavistas, que exigiram participação na apuração.

Após o fechamento das urnas, a líder opositora María Corina Machado fez um pronunciamento ao lado de González Urrutia em que pediu que os eleitores e fiscais de urna fizessem vigílias nas zonas eleitorais para obter as atas de votação e evitar fraudes.

A votação transcorreu em clima de calma e se encerrou com uma hora de atraso, às 19 horas (20 horas em Brasília), mas há temores crescentes entre opositores, especialistas e alguns observadores eleitorais de que a ditadura de Nicolás Maduro tente fraudar o resultado para se manter no poder - ele assumiu a presidência em 2012, no lugar de Hugo Chávez, que governava a Venezuela desde 1999.

Desde as primeiras horas da madrugada, venezuelanos fizeram filas para votar em diversos pontos do país. A oposição, no entanto, acusa o governo de dificultar o acesso dos eleitores em áreas onde o chavismo é impopular.

Analistas e opositores passaram os últimos dias especulando como Maduro tentaria reverter o resultado, em caso de derrota. No fim de semana, ele impediu a entrada de observadores eleitorais convidados pela oposição para acompanhar a votação.

Ontem, o governo chavista divulgou pesquisas de boca de urna que dariam vantagem a Maduro sobre González, mas a prática é vedada pela própria legislação eleitoral venezuelana. Quando pesquisas começaram a indicar uma vitória folgada de González Urrutia - com mais de 50% dos votos -, institutos ligados ao chavismo publicaram sondagens que mostravam Maduro em vantagem no pleito.

Os governos do Uruguai, Argentina, Equador, Paraguai, Peru, Panamá, Costa Rica e República Dominicana divulgaram nota dizendo que acompanham o desenrolar da apuração da eleição venezuelana e exigiram que os resultados sejam respeitados. Eles também pediram que seja liberado acesso dos fiscais de urna as atas de votação.(Agência Estado com Agências Internacionais)

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