O nome do cantor sertanejo Leonardo foi incluído, ontem, 7, na "lista suja" do governo federal de empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão. Emival Eterno da Costa, o nome civil do artista, é relacionado com uma operação do Ministério do Trabalho e Emprego que, em novembro de 2023, resgatou seis pessoas em situação considerada degradante na fazenda Talismã, em Jussara, no interior de Goiás.
O cantor usou seu perfil no Instagram para dizer em vídeo que a área objeto da ação do Ministério Público do Trabalho (MPT) estava arrendada para terceiros e que ele não tinha responsabilidade pelos trabalhadores. "Fiquei surpreso e muito triste", disse. "Não conheço quem os colocou naquelas casinhas e, do meu coração, eu jamais faria isso."
O cantor defendeu sua idoneidade e disse que há um "equívoco muito grande". "Eu não me misturo nessa lista aí que eles fizeram de trabalho escravo", afirmou no vídeo. A reportagem não conseguiu contato com a defesa do cantor.
A inclusão do nome do cantor ocorreu em uma atualização que a Secretaria de Inspeção do Trabalho, órgão do ministério, fez na lista, incluindo 176 novos nomes de pessoas físicas ou jurídicas.
Em nota, André Roston, coordenador-geral de fiscalização para erradicação do trabalho análogo ao de escravo e tráfico de pessoas do MTE, diz que "a atualização reforça o compromisso do Estado com a transparência e a conscientização da sociedade sobre essa grave violação de direitos humanos". (Agência Estado)