Foi dada a largada para mais uma edição da maior feira de livros do Estado: a Bienal Internacional do Livro do Ceará. Destacando o protagonismo feminino, a Bienal foi aberta na noite desta sexta-feira, 4, com bom público no Centro de Eventos do Ceará e discursos sobre a necessidade de valorização da cultura.
Apesar da agenda ter sido iniciada às 14 horas com a abertura da Feira de Livros, a solenidade oficial ocorreu à noite, com inauguração de espaço dedicado à Literatura e Moda e presença de autoridades. O espaço foi preenchido com bom público, considerando outros primeiros dias de Bienal.
Neste ano, o evento reúne 188 estandes e mais de 100 mil títulos, além de programações paralelas que expandem o alcance da feira. No eixo “Literatura e Moda”, o desfile “Iracemas - Mulheres à Beira-Luz” marcou a estreia do eixo. Houve também quem foi ao evento para aproveitar a venda de livros.
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A estudante de medicina, Carolina Diógenes, 25, já tem o costume de visitar bienais do livro, algo nutrido por sua madrinha, que a acompanhava. Ela exalta o lado cultural do evento: “Eu tenho interesse nos livros, mas é legal porque você acaba consumindo outros espaços que têm aqui”.
A abertura da Bienal do Livro também reuniu autoridades, a exemplo do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), do prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT), do deputado federal José Guimarães (PT), do secretário de Formação, Livro e Leitura do Ministério da Cultura, Fabiano Piúba, da secretária de Cultura de Fortaleza, Helena Barbosa, e da secretária da Cultura do Ceará, Luísa Cela.
Ao O POVO, Cela destacou a importância desta edição: “Era um momento propício e interessante para discutirmos o protagonismo e a presença das mulheres na literatura, porque durante muito tempo foram interditadas à leitura, ao acesso à escrita e ao conhecimento. Essa Bienal atrai a diversidade e traz o debate de como as histórias precisam ser contadas por pessoas diversas”.
Na cerimônia de abertura, destaque para os espetáculos “Nheengari Sambokar (Canto Livre)”, da Escola Indígena Jenipapo-Kanindé (Aquiraz), e “Xirê Yabá - Nossas Mães Ancestrais”, do grupo Afro Alagbará1e o Ilé Axé Yeye Omin Iyó.
Após as apresentações, o governador Elmano de Freitas agradeceu aos agentes da cultura, como escritores, e saudou as curadoras da Bienal. Ele também anunciou vouchers de até R$ 200 para professores da rede estadual e ressaltou o papel da cultura: “O setor da cultura é muito importante para a economia do País e do Ceará, e aqui está um vetor disso: os livros”.
A noite foi encerrada com show da escritora e slammer Luiza Romão e do DJ Eugênio Lima. A Bienal continua a programação até o dia 13 com lançamentos literários, shows musicais, feira de livros e mesas-redondas.
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