No dia 25, o Brasil testemunhou o início de um processo que transcende a figura de Bolsonaro e seus co-réus. Longe de ser um mero julgamento, o que se anuncia é um espelho cruel, pronto para refletir as entranhas obscuras do sistema que se instalou no STF. O feitiço virará contra o feiticeiro.
A ampla defesa, sob o olhar atento da comunidade internacional, e a luz implacável da publicidade, emergem como a principal ferramenta para desmantelar a narrativa construída. Haverá finalmente espaço e tempo suficiente para se expor a fragilidade gritante do inquérito, as arbitrariedades abissais cometidas em nome de uma (in)justiça seletiva e vingativa.
O "Supremo", outrora guardião da Constituição, é que se encontrará, agora, em praça pública, forçado a mostrar suas próprias vísceras. A cada prova questionada, a cada testemunha no passado silenciada ou torturada sob mando deles, finalmente terá a oportunidade de falar, e cada cerceamento da defesa que for exposto, fará ruir a máscara de isenção e correição que os membros da corte tentaram manter.
Quem manipulou a PF e o MP, verá suas manobras expostas à luz do dia pela defesa. Os abusadores de toga, embriagados pela ilusão de poder, enfrentarão sua própria desmoralização. O julgamento se tornará, então, o palco onde será revelada a verdade sobre a fraude, a ausência de provas, o desrespeito ao devido processo legal e a parcialidade de um tribunal que pisoteou a Constituição e massacrou cidadãos.
A acusação de tentativa de golpe, que paira como sombra sobre o processo, será escancarada como uma farsa grotesca. Prenuncia-se, por impulso deles mesmos, o fim daqueles que, usurpando poderes que não lhes pertencem, cometeram atrocidades que nenhuma autoridade judicial jamais ousou perpetrar.
Este julgamento se transformará, inevitavelmente, na condenação moral e histórica daqueles que, vestindo a toga da justiça, macularam a honra da nação e traíram a confiança do povo. O réu, enfim, se transformará em acusador, e este "Supremo" será sentenciado à vergonha eterna. A história está sendo escrita agora, e os nomes dos que se sentem intocáveis serão lembrados não como defensores da democracia, mas como algozes da justiça.