Protagonista de um embate envolvendo críticas ao ministro Alexandre de Moraes e ameaça de descumprir decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), o bilionário Elon Musk já entrou em conflito com legislações e princípios constitucionais de outros países anteriormente.
Nesse domingo, 7, empresário prometeu reativar perfis bloqueados por determinação da Suprema Corte e deu a entender que poderia encerrar as operações no Brasil por "princípios".
O dono do X (antigo Twitter) disse ainda que vai publicar decisões judiciais que determinaram o bloqueio de perfis na plataforma, alegando que elas promovem censura.
Em 24 de julho de 2020, o empresário desencadeou controvérsias ao responder a críticas em uma discussão sobre a política de estímulo do governo dos EUA no então Twitter.
Ao ser questionado por um internauta sobre ter sido beneficiado pelo suposto golpe de Estado organizado pelos Estados Unidos contra Evo Morales, ex-presidente da Bolívia, Musk disse: "Vamos dar um golpe em quem quisermos! Lide com isso".
Logo após assumir o controle do X, em dezembro de 2022, mais de seis jornalistas que faziam reportagens críticas sobre ele foram suspensos da rede social sem aviso. Entre eles, estavam repórteres de The New York Times, The Washington Post, CNN, The Intercept e Voice of America.
Os jornalistas cobriam assuntos relacionados à rede social e ao novo proprietário da rede, muitas vezes em tom crítico. No dia anterior, a plataforma havia banido uma conta que rastreava os voos do jato particular de Musk com dados publicamente disponíveis, a ElonJet.
O empresário afirmou que os repórteres haviam violado as políticas do Twitter ao compartilhar o que ele chamou de "coordenadas de assassinato". (Agência Estado)