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Custeio para financiar a "campanha real"
Politica

Custeio para financiar a "campanha real"

Especialistas. Fundo Eleitoral
Edição Impressa
Tipo Notícia

Doutor em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), o advogado André Xerez explica que "sem dinheiro não tem como acontecer uma campanha política com uma envergadura para atingir uma grande parcela do eleitorado". Para o especialista, "decisivamente a política é custeada e massificada pelo dinheiro", além disso "o custeio é necessário e precisa ser adequado ao que é o custo financeiro de uma campanha real".

Questionado sobre o impacto para legendas menores que não recebem grandes fatias do Fundo Eleitoral, Xerez pondera que "o partido que não tem essa estrutura financeira acaba não conseguindo se fazer perceber na arena da disputa eleitoral, porque faltam mecanismos para conseguir projetar uma visibilidade nesse ambiente acirrado de disputa".

Conforme a cientista política Paula Vieira, as eleições precisam dessa estrutura financeira "para garantir a competitividade". Ela, que também é pesquisadora do Laboratório de Estudos sobre Política, Eleições e Mídias (Lepem), da Universidade Federal do Ceará (UFC), pontua que as legendas que recebem menos recursos precisarão recorrer aos financiamentos individuais de campanha, visto que as feitas por empresas são proibidas.

"É possível a gente já assistir alguns candidatos dessas pequenas legendas iniciando seus financiamentos de campanha. A solicitação, o convencimento, avisando aos eleitores que vão necessitar desse apoio, porque não é possível fazer uma campanha eleitoral sem recursos financeiros. O principal prejuízo para os partidos menores é conseguir ter uma candidatura competitiva, que consiga estar páreo a páreo com os candidatos que receberam grandes financiamentos". (Thays Maria Salles)

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