Logo O POVO+
Oito pessoas foram presas em flagrante por crimes eleitorais no Ceará
Politica

Oito pessoas foram presas em flagrante por crimes eleitorais no Ceará

Ao todo, 49 pessoas foram conduzidas para delegacias e oito presas em flagrante. Boca de urna foi a ocorrência que mais gerou procedimentos
Edição Impressa
Tipo Notícia Por

Durante o domingo de eleições municipais, 62 procedimentos referentes a crimes eleitorais foram registrados no Ceará, conforme balanço divulgado pela Polícia Federal e pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). Foram 70 pessoas conduzidas para delegacias e oito presas em flagrante, todas estas autuadas pela PF.

Casos de compra de voto e de boca de urna lideraram as ocorrências. A SSPDS divulgou que 22 procedimentos instaurados pela Polícia Civil foram referentes à boca de urna. Ao todo, foram lavrados pela Polícia Civil 40 procedimentos referentes a crimes eleitorais, com 32 pessoas conduzidas.

Já a PF também afirmou que a maioria dos 14 Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs) lavrados pela corporação foram relacionados ao crime de boca de urna. No total, 21 pessoas foram conduzidas em TCOs e 17 foram conduzidos no contexto de inquéritos.

Candidatos a vereador estiveram entre as pessoas que foram conduzidas a delegacias. Em Fortaleza, os candidatos Lourão do Ferrão (Rede) e Edilson Tomaz (PSB) foram detidos por boca de urna. Lourão do Ferrão disse ao O POVO que fez uma “brincadeira” ao jogar material de campanha para cima e que “deu azar” do ato ter sido flagrado por policiais federais. Ele foi detido no bairro Álvaro Weyne.

Já Edilson Tomaz, detido no Mondubim, foi apreendido com dois mil santinhos, que estavam sendo distribuídos próximo a uma escola municipal. O candidato afirmou não saber que a prática era crime. “Um candidato me disse, não foi só um e nem dois, não, foram vários candidatos: ‘Edilson, você pode fazer a boca de urna a partir de 300 metros da votação’”, afirmou. Nenhum dos dois foi eleito.

A PF registrou ocorrências em Campo Sales (sete pessoas conduzidas por compra de votos), Maracanaú (três conduzidos por compra de votos), Crato (duas pessoas presas por compra de voto), Fortaleza (uma pessoa conduzida por compra de voto), Aracati (uma pessoa conduzida por compra de votos), Jaguaribe (dois conduzidos por compra de votos) e Ererê (uma pessoa conduzida por compra de votos).

Além disso, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Santa Quitéria (três), Maracanaú (um) e Baturité (dois). “Durante as ações, foram apreendidos valores, bens e material (R$ 21.820, 4 veículos, celulares, 1 espingarda e material de propaganda eleitoral)”, afirmou a PF.

Já a SSPDS registrou procedimentos em: Acopiara, Baturité, Pedra Branca, Quixelô, Jaguaretama, Jijoca de Jericoacoara, Iguatu, Jucás, Itarema, Apuiarés, Pacajus, Senador Pompeu, Uruburetama, Jucás, Guaraciaba do Norte, Lavras da Mangabeira, Ibiapina, Paracuru, Quixeramobim, Jaguaruana, Nova Olinda, Saboeiro, Maracanaú, Quixadá, Icapuí, Morada Nova, Caridade, Amontada, Marco, Ipaumirim, Meruoca e Acaraú.

Além de boca de urna, a SSPDS registrou casos de compra de votos, perturbação do trabalho eleitoral, desacato eleitoral, violação do sigilo de voto, injúria em contexto eleitoral, recusa ao cumprimento de determinação da Justiça Eleitoral, propaganda irregular, venda de bebida alcoólica, entre outros.

Titular da SSPDS, Roberto Sá afirmou que não houve nenhuma ocorrência de gravidade por parte da Polícia Civil. Sobre a influência das facções criminosas no pleito, o secretário destacou que, com operações realizadas durante a campanha em municípios como Sobral, Santa Quitéria e Caucaia, a Polícia se “antecipou”.

“Das denúncias que chegaram, nenhuma deixou de ter uma providência imediata, com resposta imediata, seja no deslocamento da Polícia Militar para o local, seja na instalação do procedimento, e a Polícia Civil ou a Polícia Federal, depois, pediram prisão, busca e apreensão e esse trabalho continua”, afirmou Sá.

Já o delegado José Antônio Franco, superintendente regional da PF, elogiou a integração das instituições que atuaram na eleição, afirmando que esse trabalho fez com que as eleições no Estado fossem “tranquilas”. “Não como gostaríamos, mas sob controle”. (Com informações de Jéssika Sisnando e Marcelo Bloc)

O que você achou desse conteúdo?