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BH e POA reelegem gestores municipais
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BH e POA reelegem gestores municipais

As capitais de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul elegeram Fuad Noman (PSD) e Sebastião Melo (MDB), respectivamente. Belo Horizonte manteve a tradição de reeleição
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FUAD Noman (PSD) foi reeleleito prefeito de Belo Horizonte (Foto: ALEXANDRE DE JESUS/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)
Foto: ALEXANDRE DE JESUS/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO FUAD Noman (PSD) foi reeleleito prefeito de Belo Horizonte

O prefeito de Belo Horizonte, em Minas Gerais, Fuad Noman (PSD), foi reeleito neste domingo, 27, com 53,73% dos votos, contra 46,27% do seu adversário, o deputado estadual Bruno Engler (PL), quando 98,57% das urnas haviam sido apuradas.

Fuad Noman conseguiu ultrapassar, durante a campanha, o fato de ser desconhecido pela maior parte da população até poucos meses atrás. A propaganda eleitoral teve papel fundamental para apresentar as obras da prefeitura e os feitos de sua gestão.

Também teve de superar a falta de apoio de Kalil. O ex-prefeito, de quem Fuad foi vice e se disse amigo, deixou o PSD por divergências internas, se filiou ao Republicanos. Também teve de fazer campanha enquanto trata um câncer no sistema linfático

Ele manteve a tradição em Belo Horizonte desde que a reeleição foi instituída: todos os prefeitos que tentaram um novo mandato foram reeleitos. 

Em Porto Alegre também teve reeleição. Sebastião Melo (MDB) conquistou 61% após disputa contra a deputada federal Maria do Rosário. Ela foi ministra dos Direitos Humanos do governo de Dilma Rousseff e atualmente exerce mandato na Câmara.

Melo teve apoio de Jair Bolsonaro, mas preferiu não expô-lo na campanha. Sua vice, a tenente-coronel Betina Worm (PL), é representante do grupo do ex-presidente, mas teve pouca participação na campanha.

A estratégia foi a mesma utilizada pelo prefeito em 2020, quando foi eleito ao cargo pela primeira vez. Ele justifica o afastamento da imagem de Bolsonaro e da agenda de costumes, cara aos adeptos da direita, pela ampla coligação partidária que carrega. Neste ano, teve apoio de oito legendas.

Os comportamentos de Melo e de Maria do Rosário favoreceram as discussões sobre a gestão da cidade. As enchentes ocorridas em abril durante as fortes chuvas que castigaram o Rio Grande do Sul foram um dos principais temas. (Com Agência Estado)

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