Os ataques de Israel contra a Faixa de Gaza nessa terça-feira, 18, mataram mais de 400 palestinos, de acordo com o Hamas, e provocaram condenações da comunidade internacional.
O governo de Benjamin Netanyahu afirmou que não tem outra opção senão retomar a ofensiva para trazer de volta todos os reféns mantidos em Gaza. Destacou que os ataques foram realizados "em total coordenação" com os Estados Unidos.
O movimento islamista palestino Hamas acusou Israel de querer impor-lhe um "acordo de rendição" e de tentar "sabotar" a trégua vigente desde 19 de janeiro, em um momento em que ambas as partes estão em desacordo sobre o próximo passo.
Vários estados árabes e europeus, assim como a Rússia, condenaram os bombardeios israelenses.
O Egito denunciou o que considerou uma tática israelense para expulsar os palestinos de Gaza.
Os ataques "colocam em risco" a liberação dos reféns, o fim das hostilidades e a retomada da ajuda humanitária, informou um comunicado italiano.
"O povo de Gaza vive mais uma vez com um medo abjeto", disse Tom Fletcher, chefe do Escritório de Assuntos Humanitários da ONU. (AFP)