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Aprovação de Lula tem maior queda no Nordeste, enquanto desaprovação sobe 9 pontos
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Aprovação de Lula tem maior queda no Nordeste, enquanto desaprovação sobe 9 pontos

|Pesquisa Quaest| Pela primeira vez, a aprovação e desaprovação estão tecnicamente empatadas no Nordeste, região onde o presidente tinha vantagem
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Aprovação do governo Lula por região (Foto: Luciana Pimenta)
Foto: Luciana Pimenta Aprovação do governo Lula por região

Os números de insatisfação com o atual governo do Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nunca foram tão altos: é o que aponta a nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira, 2. A desaprovação chegou em 56% dos eleitores, sendo o pior percentual desde o início do mandato, enquanto a aprovação caiu e está em 41%, o menor patamar desta gestão. A margem de erro é de dois pontos percentuais, tanto para mais como para menos.

Pela primeira vez, a aprovação e desaprovação estão tecnicamente empatadas no Nordeste neste terceiro mandato do Lula. A pesquisa aponta que, embora o Nordeste seja a região onde o presidente Lula possui sua maior força e potencial de votos e a única onde a aprovação (52%) ainda supera, numericamente, a desaprovação (46%), houve uma queda significativa no apoio ao governo no local.

A desaprovação cresceu nove pontos percentuais, passando de 37% para 46%, representando assim a maior perda de apoio do petista entre todas as regiões do Brasil nos últimos cinco meses. Neste segmento, a margem de erro é de quatro pontos para mais ou para menos.

Em contraste, o Sul se destaca como a região com a maior desaprovação do governo atual. São 64% os sulistas que desaprovam o governo, enquanto 34% avaliam a gestão de forma positiva e 2% não souberam responder. A diferença entre a reprovação e a aprovação ao governo também é a menor registrada desde o ano passado.

Já no Sudeste, a desaprovação é de 60% e a aprovação de 37%. No Centro-Oeste, a aprovação foi de 44% e a desaprovação de 52%.

Aprovação do governo Lula por região
Aprovação do governo Lula por região Crédito: Luciana Pimenta

A pesquisa também aponta para uma perda de apoio em diversos segmentos, incluindo mulheres, pessoas de baixa renda e católicos, enquanto a rejeição cresceu entre evangélicos e faixas de renda mais alta.

Entre o público feminino, a desaprovação ao governo Lula superou a aprovação, chegando a 53% nesta rodada, enquanto 43% aprovam e 4% não souberam responder. Houve um aumento significativo em relação a janeiro, quando a reprovação era de 47%.

A pesquisa Quaest foi encomendada pela Genial Investimentos e realizada entre os dias 27 e 31 de março. Foram entrevistadas 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em todo o Brasil. A data da coleta aconteceu após fala polêmica do presidente sobre a agora ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT).

Em evento no Palácio do Planalto, Lula disse que nomeou uma "mulher bonita" para liderar a articulação política e diminuir distância para o Congresso. Gleisi saiu em defesa do chefe do Executivo e disse que "gestos são mais importantes que palavras" e que o presidente Lula é o que "mais empoderou as mulheres".

Entre os homens, a desaprovação também aumentou, atingindo 59%, aumentando 7 pontos em comparação a janeiro, com 52%. Já em relação à faixa de renda de dois a cinco salários mínimos, a desaprovação disparou, atingindo 61%. Diferença entre a pesquisa atual e a anterior foi de 25 pontos porcentuais.

Pesquisa AtlasIntel

O governo Lula também foi o foco da pesquisa AtlasIntel, divulgada nesta terça-feira, 1º.
A avaliação negativa do governo do presidente Lula diminuiu pela primeira vez desde novembro do ano passado, segundo dados da pesquisa.

O índice de aprovação do desempenho do presidente Lula foi de 45,7%, para 44,9%, de fevereiro para março. O de desaprovação, que era de 53%, foi para 53,6%. As duas variações estão dentro da margem de erro.

De acordo com o levantamento, 49,6% consideram o governo Lula ruim ou péssimo. 37,4% consideram ótimo ou bom e 12,5% acham regular. 0,5% não sabem. Em fevereiro, 50,8% classificavam o governo como ruim ou péssimo.

Entre as áreas em que o governo federal é pior avaliado estão responsabilidade fiscal e controle de gastos; indústria, energia e sistema elétrico; e impostos e carga fiscal.

A pesquisa também simulou alguns cenários eleitorais. Quando perguntados em quem votariam se as eleições presidenciais fossem acontecer no próximo domingo e se os candidatos fossem os mesmos de 2022, a situação de polarização se repete: 45,6% votariam no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e 40,6% no presidente Lula. Bolsonaro está inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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