Ao ouvir a palavra Jericoacoara, é comum associá-la a uma bela paisagem de praias, com areias claras e um mar com águas que a distância parece misturar o verde e o azul, elegendo-os como suas cores principais, além, é claro, de uma tranquilidade paradisíaca. É com essa atmosfera que o Festival Choro Jazz realiza a última parada de sua itinerância de 2024, com programações até o dia 8 de dezembro.
A edição deste ano é especial: o festival, idealizado por Antônio Ivan Capucho, completa o marco de 15 anos de trajetória. Nascido em "Jeri", o evento fez modelo itinerante pela primeira vez, se dividindo em três etapas e alcançando diferentes cidades, como Soure, na ilha de Marajó, e Belém, ambas no Pará. No Ceará, a agenda também foi realizada de forma inédita no Crato.
O idealizador celebra a trajetória do evento e destaca que a organização dele é um trabalho que "requer muito cuidado", principalmente com o acréscimo da itinerância. "É um trabalho bem árduo, tem que ter muita dedicação. Não é um trabalho de uma semana ou um mês, é do ano todo. É uma luta, mas uma boa e saudável", afirma.
"Nesses 15 anos, sempre propomos não apenas um festival de entretenimento, mas um de educação, música e convívio com a comunidade, para deixar algo. Você leva alguma coisa, mas você também deixa, convive com as pessoas", continua Capucho.
Após a passagem por Fortaleza na semana passada, a programação do festival chegou até sua "cidade natal", Jijoca de Jericoacoara, na última terça-feira, 3, com apresentações de Ivon Martinez; Jorge Helder e Lula Galvão; Nonato Lima, Nayra Costa e Marcio Resende Sexteto.
Nesta quinta-feira, 5, o ciclo de shows continua com Bianca Gismonti Trio; Mônica Salmaso e André Mehmari, a partir das 20h30min na Praça Principal da cidade. As apresentações seguem até o domingo, 8, que será encerrado com um show de Lia de Itamaracá, a grande homenageada da edição. Ela performará juntamente com a banda Ciranda do Mundo.
Nesta sexta-feira, 6, o espetáculo "Canções em Movimento", com Gelson Oliveira, Nelson Coelho de Castro, Zé Caradípia, Giovanni Berti e Matheus Kleber, preenche o palco do evento, assim como o show de O Trio.
Além deles, João Bosco Quarteto se apresenta no dia, encerrando as performances da noite. Com segunda participação no festival em Jericoacoara, ele projeta um show que "tem tudo para ser uma bela celebração, não só pelo tempo de existência do evento", mas também pela trajetória do artista e dos músicos que tocam com ele.
São mais de 50 anos de carreira com diversos sucessos, e alguns que trilharam a história de João Bosco poderão ser apreciados pelo público. "Podem esperar um repertório bem generoso de canções que foram definitivas ao longo desses anos", arremata. "Estamos anunciando um álbum inédito, o 'Boca Cheia de Frutas', e naturalmente deve ter alguma canção desse disco no show como novidade, provavelmente 'O Canto da Terra Por Um Fio'".
E continua: "Por ser um som que é ao ar livre, é um show que, de repente, pode acontecer outras músicas (no repertório). Se sentirmos que a atmosfera do público está vibrando nesta direção, podemos tocar outras canções".
Definindo a si próprio como "um compositor que se identifica muito com o palco", principalmente por estar dividindo-o com músicos que estão em sintonia. "Estamos sempre no estado de euforia, alegria e prazer quando estamos no palco. Em Jericoacoara não será diferente", sustenta.
Programação de shows
Festival Choro Jazz - Jericoacoara